19.5.10

vida


" abra os braços e crie seu mundo"

17.5.10

música

 é hu(A)mor.



sinceramente eu não sei quem dança mais nessa vida.../se os sentimentais, os canalhas ou os canalhas sentimentais./se as histéricas, as inteligentes ou as lindamente burras./eu só acredito nos deuses que dançam,
seja no terreiro, nas núvens ou na pista./não economizem seus calçados, seus pés, suas dobradiças.
nega contigo eu me derreto qual manteiga, porque eu tenho, tú tens, ele tem...

dedo-de-moça


pimentas pareciam flores...
na minha visão.


14.5.10

www

pensei agora,
que existe intimidade
no espaço virtual
da rede de computadores mundial...

12.5.10

com e sem

ummmm sooooooooonnnnnnnhhhhhhoooooooo rrrrrrreeeeeeeeeeallllllllllll...





... mas compreendi, que, além de dois existem mais...

9.5.10

exinterior

lá fora,
 vejo o que é para mim,
lá dentro...

8.5.10

aflição

escrever com prazo é algo assim que me aflige...
fico solta no turbilhão das palavras que se me apresentam 
para dizer do indizível que se quer fazer comunicável...(?)
na rota de fuga... desesperada, corro para um livro da estante.
cilada!
abro a página e a outra diz de mim.
mágica se faz...
vou lendo as palavras que ganham sonoridade...
"corro perigo como toda pessoa que vive,
e a única coisa que me espera
é exatamente o inesperado..."
que o deus venha antes que seja tarde...
pois tenho um prazo!


"um mundo fantástico me rodeia e me é...sou uma fruta roida por um verme. e espero o apocalipse orgásmico...sou em transe. que febre: não consigo parar de viver."

5.5.10

daimons

anacrônicos e absurdos...

na pele

lá fora toda água
da incessante chuva  poderosa,
dizia do milagre de ser quem se era
antes de saber ser-se.


4.5.10

sexo-para-evitar-o-vazio-do-desespero


frívolo arquejo epiderme a epiderme.
a maioria vai para cama, mas não acontece nada...

milágrimas

paixão em mim é feito brisa...
refresca e passa.

quero amor vendaval...
que me carregue
para onde for.



Em caso de dor ponha gelo/Mude o corte de cabelo/Mude como modelo/Vá ao cinema dê um sorriso/Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo/Se amargo foi já ter sido/Troque já esse vestido/Troque o padrão do tecido/Saia do sério deixe os critérios/Siga todos os sentidos/Faça fazer sentido/A cada mil lágrimas sai um milagre

Caso de tristeza vire a mesa/Coma só a sobremesa coma somente a cereja/Jogue para cima faça cena/Cante as rimas de um poema/Sofra penas viva apenas/Sendo só fissura ou loucura/Quem sabe casando cura/Ninguém sabe o que procura/Faça uma novena reze um terço/Caia fora do contexto invente seu endereço/A cada mil lágrimas sai um milagre


Mas se apesar de banal/Chorar for inevitável/Sinta o gosto do sal do sal do sal/Sinta o gosto do sal/Gota a gota, uma a uma/Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre/A cada mil lágrimas sai um milagre

2.5.10

escrever

aproveito a vida.
 me permito a dor,
o tesão, a entrega, o amor.
deve ser algum defeito de
fabricação isso de
fazer o que devo.
mas como a natureza é sábia,
o que não vivo, escrevo.

 

tanto mar

mudar territórios e limites.
expandir-se.

"...me dê vento e vela ou razão prá ficar".

pretensão

despretenciosa:
quer tudo...

... de linguagem

eu sonho com um poema
fruto maduro na tua boca.
um poema que te ame
antes mesmo que saibas seu sentido.
um poema que se prove...



"quando te vi, amei-te já muito antes. nasci para ti antes de haver mundo".

30.4.10

verborragia

quando é preciso calar...
quando é preciso mentir...
ela só fala o que sente.
o silêncio se aprende?

29.4.10

27.4.10

potência

cantando para meu filho dormir, veio novamente o insight sobre a maternidade.
foi tão forte o ser mãe em mim que desestruturei, rui, reconstrui.
foi tão intenso que deprimi.
morri.
ressurgi.
parece que vou explodir em cada dia.
as emoções todas intensas.
não tem um dia amorfo, inodoro.
tudo tem gosto, dói, dá prazer, machuca e cura.




"provo............que a mais alta expressão da dor...........consiste essencialmente na alegria. " 

experimentadora

o contato e a vivência,
são referênciais da minha percepção.
aprecio, interajo...
me aproprio do que me fala e
se apropria de mim o que me cala...
em outras palavras...
experimento o risco.


caixa preta

 não tinha a mínima idéia, de que dia era hoje...
havia perdido a memória.


25.4.10

a moça louca por mel

o corpo não se engana
no corpo do outro que ama
jorra uma fonte de mel...

18.4.10

teimosia

 

ou o poema que foi apagado
 
a poesia ficou velha...
ficou velho todo poema.
as palavras se engolem.
os sentimentos se guardam.
a coisa toda, nunca para...
 a coisa farfalha, grune, gargalha.


 

13.4.10

carona

sabe tiro que sai pela culatra?
foi a carona que ela pegou naquele dia.
por outros caminhos, viu a cidade.
andou por outras ruas.
no entardecer sentiu sua cidade pulsar.
grande, cheia de luzes, com muitos carros...
desceu longe da parada do ônibus.
andou mais do que havia planejado.
sentiu-se bem.
seus sentidos viram beleza no caos.

11.4.10

jogo

se isso...
se aquilo...
 se nada disso...
se tudo daquilo...
sempre acontece um golpe da sorte...
para gente ganhar esse jogo de azar.

constatação

ou dúvida cruel


ando sentindo
 vida
dentro de mim...
será que morri e ainda não sei?

passado

um segredo

[continuava tratando como se amasse...]
- e amo.
-só não te amo mais.
-sabe ler nas entrelinhas?
[cochichando com sorriso de esfinge] diz:  - o coração é um labirinto... tem gente que se perde, e nunca sai.

a dobra

no enigma o encanto...
na dobra do mistério
a vida toma forma.


8.4.10

engano

você reverbera em mim
ainda e sempre
apenas, não faço mais alarde...
é segredo meu.

chuva

quiz chover palavras de voz,
como não deu...
chovo, agora, em sinais
\

estalo

ou pathouly

...
 o peito se abriu
 exalando um cheiro ...
sentiu.
imediatamente, surgiram ramos
 que se espalharam
e tudo floriu.
...


carta

...
era o tempo da abertura.
...


"...quando o inverno chegar..."

7.4.10

perdoar é resistir a crueldade do mundo

duas pessoas podem ir ao encontro uma da outra,
falar-se e estar lado a lado, mas serão sempre como flores de arvores diferentes...
podem trocar seus cheiros pelo sabor do vento que vai como e para onde quer.
vive-se a vida ao acaso dos ventos.
não falta beleza, muito menos liberdade.
e só.
há que se perdoar esse capricho da existência.



disfarce

por um minuto, o provável
ou inesperado.
por um minuto foi...


5.4.10

fotografia

imagem na retina
dos outros
é refresco...


wild thing

"...you make my heart sing
you make everything groovy
wild thing
i think you move me..."



4.4.10

realidade

não dá prá viver
o tempo todo
no presente
é preciso olhar para trás
e para frente.

encruzilhada

na dúvida,
melhor ficar
parada.


"sou fio da véia... eu não pego nada... a véia tem força na encruzilhada..."

3.4.10

textura

minha língua
não para
de sentir
a tua.


a música mais triste do mundo

"ouço música quando olho para você.
um lindo tema de cada sonho que já tive,
no fundo do meu coração a ouço tocar
a sinto começar e depois desvanecer
ouço música quando toco sua mão.
uma linda melodia de um mundo encantado
bem no fundo do meu coração ouço dizer:
será hoje o grande dia?
somente eu ouvi esta linda melodia.
somente eu ouvi este lindo refrão.
estará para sempre dentro de mim?
por que não posso dizer que não?
por que não consigo esquecê-la?
por que não consigo cantar o que meu coração sente?
uma linda melodia de amor, beleza e juventude.
a música é doce, as palavras são sinceras.
a canção é você!"


2.4.10

árvore geneálogica

ou catimbó

da mãe
nascida nas brenhas da caatinga,
de mãe índia e pai com nome judeu.

do pai
maranhense,
de mãe bugre e pai negro com olhos azuis.

de si
uma híbrida intuitiva
que pratica feitiçaria,
mesmo sem saber.



antes que seja tarde

ou crime e castigo

cada vez que sentia aquele desejo intenso de matar, era por
achar desumana a condição extrema de despertar pena...
matava.
quem teria pena de quem mata?
em cada vítima da vida, um brilho de gratidão.
colecionava os olhares.
gostava mais de ser, então.



" Humanidade crápula, que se adapta a tudo. Pôs-se a meditar: "e se for falso", exclamou depressa, involuntariamente, " e se o homem não for, realmente, um crápula, quer dizer, se ele não o é, de modo geral? Então, é porque tudo o mais são preconceitos, receios vãos e não se deve parar diante do quer que seja." Agir, eis o que é preciso" 

31.3.10

uma letra

  ou simbolismo


sem espaço, 

8.

com espaço,

9. 

ciclo infinito...

mudou de nome.

transmutação

ou os alquimistas estão chegando
ou para ler transmutado


materia prima
lapidis philosophorum
coelum philosophorum
clemente carmem
4
triangulo para cima claro
triangulo escuro riscado para cima
triangulo claro riscado para baixo
triangulo para baixo escuro
vongoff
3
unfang
simbolo
símbolo
símbolo
der natur
2
simbolo
sol man lua weib
der metallen
1
frucht
simbolo tinctr
derkunft

groft hiz
grefte kafte

caos philosophorum
ialchimi alchimi alchimi alch
tuctura sacre scripture

conhecimento selvagem

ou pic-nic à beira do abismo

cortejava a ciência...
pulsão metafísica.

ego trip poética


estou com leminski...
escrevi já é poema.

achado/apropriado é roubado?

zen bu[ni]smo


Plurificar-se

é permitir-se ao mistério

que paira inesgotavelmente

nas experimentações...

faço minhas, literalmente,

 suas palavras . j. guedes

feminista

costurava o sutien
e pensava:
"quero é um homem
que me sustente"...


30.3.10

o oco do mundo entre duas pedras gigantes

.
.sabe um ouriço?
é! só que por dentro... e cor cremosa...
dava prá ver as marcas do tempo das águas...
a escavação, o desgaste...
um salão imenso, dentro d'água do mar.
chegaram remando.
como que em platôs, foram subindo sem esforço.
podia-se sentir a presão do mar lá de fora...
no oco principal... redoma-oca-salão, havia um furo no alto ao centro,
de onde aspergia água ao contrário.
o líquido não escorria mas passava...passava... imparável.
detalhes.
uma criança ao centro da roda recebia toda carga de energia acumulada, 
 tremia uma dança incorporação bonita.
comeram algo doce.
olhavam e se diziam em silêncio a graça de estar.
teriam chegado, estariam de passagem...
não havia perguntas no oco do mundo.
apenas estado de ser.
.

27.3.10

burguesa

ou o namorado da viúva

o significado da palavra não sabia.
mas aquela coleção de sapatos...
lhe dava nos nervos.
"era alguma atriz mal fadada.
figurinos rotos se desfiguram em seu teatro.
onde continua sua representação tosca."... pensava...

" que viuva é essa que todos tem medo, tem receio de ser dono dela?"

26.3.10

notícia

ou literária

ulisses e loreley se entregaram ao amor.
final de possibilidades...
 início de um enigma...
 "dois é um"
chamado vida...


pensamento

que a tensão da vida,
nunca esfrie o tesão de viver...
eu vou "torcer" para ver o que dá...

23.3.10

por prazer

" existe um ser que mora dentro de mim como se fosse casa dele, e é. trata-se  de um cavalo preto e lustroso que apesar de inteiramente selvagem - pois nunca morou antes em ninguém nem lhe puseram rédeas nem sela - apesar de inteiramente selvagem tem por isso uma doçura primeira de quem não tem medo: come às vezes na minha mão. seu focinho é úmido e fresco. eu beijo o seu focinho. quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e vai sofrer muito. amenos que ele escolha outra casa e que esta outra casa não tenha medo daquilo que é ao mesmo tempo selvagem e suave. aviso que ele não tem nome: basta chamálo e se acertar com seu nome. ou não se acerta, mas, uma vez chamado com doçura e autoridade, ele vai. se ele fareja e sente que um corpo-casa é livre, ele trota sem ruídos e vai. aviso também que não se deve temer o seu relinchar: a gente se engana e pensa que é a gente mesma que está relinchando de prazer ou de cólera, a gente se assusta com o excesso de doçura do que é isto pela primeira vez".

paladar

se é gostosa...
come!

22.3.10

amor

olho d'água



que não soterra.



basta mexer um cadinho



já vaza um rio.

21.3.10

o livro dos prazeres ou uma aprendizagem

ou homenagem à clarice lispector
ou um bilhete de um suicídio
ou seres surgidos de naked lunch
ou epígrafe delirante de uma escritora


NOTA C.L.

ESTE LIVRO se pediu uma liberdade maior que tive medo de dar.
Ele está muito acima de mim.
Humildemente tentei escrevê-lo.
Eu sou mais forte que eu.


NOTA R.F.

ESTA VIDA se pediu uma força maior que tive medo de sentir.
Ela está muito acima de mim.
Humildemente tentei sentí-la.
eu sou mais livre do que eu.


para quem servirá esta nota de toda ajuda inútil apenas delírio intenso do fluxo alterado da conciência
questão que não cabe...
nunca saberei por quem realmente reverberei... tive sempre uma auditiva percepção rala.

ela fundida ao teclado, sugando a tela plasma...
a escritora morta.
encontrada por ninguém...
contando sua história para o espectro de si mesma nunca existida.
projetada para dentro do ato compartilhador da criação...
... renda-se, como eu me rendi. mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. pergunte, sem querer "a" resposta, como eu estou perguntando. não se preocupe em "entender" viver ultrapassa todo entendimento".

Jeanne:
je ne veux pas mourir! j'ai peur!
......................................................
il y a la joie qui est la plus forte!

( oráculo dramático de PAULCLAUDEL para música de H o n n e g e r,
Jeanne d'Arc au bucher.)

Depois disto olhou, e eis que viu uma porta aberta aberta no inferno no céu na terra na deusa no corpo, e a primeira voz que ouviu era como uma harpa, uma flauta, uma voz trépida e terna que falava dizendo: desce aqui, e mostrar-te-ei as coisas que devem acontecer depois destas.depois destas.depoisdestas ad infinitum.

18.3.10

entidade

ou a mão do olho que vê para dentro

entrei no ônibus cantando alto e profundo...
(Domingo 23 É dia de Jorge/É dia dele passear/Dele passear/No seu cavalo /branco/Pelo mundo prá ver/Como é que tá/De armadura e capa/Espada forjada em ouro/Gesto nobre/Olhar sereno/De cavaleiro, guerreiro justiceiro/Imbatível ao extremo/Assim é Jorge/E salve Jorge viva viva viva Jorge/Pois com sua sabedoria e coragem/Mostrou que com uma rosa/E o cantar de um passarinho/Nunca nesse mundo se está sozinho...)


um homem cafuso, cego do olho direito e olhar esquerdo agateado, começou a bater palmas como uma entidade...
forte e ritmado, nos intervalos dizia:
- minha nanan...minha nanan... minha nanannanannannann...

parei de cantar e ele continuou falando outras coisas que não consegui ouvir...
quando ele silenciou, olhei para trás.

nome

-moço, como é seu nome?
-todinho?
-do jeito que o senhor quizer...
-não, não... todinho, vou dizer:
- genilson vicente ferreira.

paixão

-moça, moça... mamãe é tudo prá sempre.
-moça, sou apaixonado por mamãe...
-papai já foi... quando mamãe for também moça?
...chorou cobrindo o rosto com seu boné.

enigma

-moça, moça... pergunte coisas prá mim... pode perguntar que genildinho tá aqui para responder...
-genildo, estou no caminho?
- tá! no caminho certo!
- moça, genildinho vai descer...
-genildinho, também vou descer.

a mão do olho

levantei, acolhi sua mão direita entre as minhas.
ele beijou minha mão direita e me abençoou.
beijei-lhe a mão e desci.

o despertar dos mágicos
introdução ao realismo fantástico
"o fantástico é uma manifestação das leis naturais, um efeito ao contato com a realidade quando esta é percebida diretamente e não filtrada pelo véu do sono intelectual, pelos hábitos, pelos preconceitos, pelos conformismos."

15.3.10

cartola

banana,
vinho e
música.



"quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos teus resolvem se encontrar..."

12.3.10

perdendo dentes

a vida é assim...
uma extrAção,
é preciso sorte.

11.3.10

escrita

ela muda o verbo, o tempo e a pessoa.
nunca fala dela mesma...
cria histórias para ter do que falar.
se fossem fatos não escreveria...

sensação

o corpo distraido
memora o toque.

autodidata

sou vulnerável ao amor.
como amante humana dedicada e atuante
não procuro o amor perfeito.
vivo o amor indefinido e incompleto,
sempre iniciante.

sou vulnerável à dor.
como amante humana dedicada e atuante
não me apego ao sofrimento nem procuro punição,
aceito a dor como caminho das mudanças necessárias.

sou vulnerável.
hoje, possuo a coragem e a força do meu desespero.
aprendo.

brasa

teu corpo seja brasa
e o meu a casa
que se consome no fogo

um incêndio basta
pra consumir esse jogo
uma fogueira chega
pra eu brincar de novo


meu corpo é brasa
faça  a casa incendiar...
consuma esse jogo
e vamos brincar de novo.


temperança

14ª carta do tarô.
representa a troca de fluido vital...
a pacificação que suaviza o ardor da paixão...
a passagem da luz à sombra...
do céu à terra...
você e eu?


6.3.10

uma erótica


a água do chuveiro molhava mais minha relva...
imaginar teu corpo, me pulsou por inteira.
imaginar você em mim é assim...
pulsão.



27.2.10

palavra

coragem de não calar e ousar agir,
sobre a coragem de ter liberdade
e
 sobre a coragem de não tê-la.
tenho a possibilidade de divagar sobre todas as coisas,
pois sou as palavras que digo.

25.2.10

apropriadamente II


 quero tecer comentários...
analisar...
faço minhas,
minhas próprias
palavras... me cito.
e tenho dito!

24.2.10

revolução

ou escuta zé ninguém


aprendi a reconhecer o fato de que é tua doença emocional que te destrói,
minuto a minuto, e não qualquer poder exterior.
há muito que terias suprimido os tiranos se estivesses vivo e sadio no teu intimo.
w. reich

23.2.10

sede

muito mais
ela

o meu receio você desfaz
me satisfaz o seu recheio
outros anseios você me traz
seu portentoso membro

eu ajoelho e rezo o credo
e creio e gozo e creio
me trate sem nenhum respeito
menino vai com jeito
senão um dia
com efeito
 a nossa cama cai
a vida sempre nos convida a querer muito mais 

muito mais ainda

ele

vejo voce dançando na chuva

com a alma nua e a mente com sede

procurando no mato dos meus sonhos

o doce orvalho que sai de uma flor delicada


e na lagoa escura chamada desejo

lavo-me e banho-me sobre as estrelas brilhantes

lagoa lagoa, é o seu amor

que eu estou procurando desde sempre

lagoa lagoa, eu me rendo

quero me plantar na tua essência

puro impulso

se você me amasse
narciso
por impreciso que fosse
voilá
eu amassaria estabanada
seu reflexo de papel
mascaria o chiclete da sua boca
cheia de clichês
e até me envenenaria
com seu sêmen
pra todo sempre
amém

aos


...que não enlouquecem
quando enlouqueço
não me confino
me solto
isso parece óbvio
mas felizmente
só para os que não enlouquecem

quando enlouqueço
verbalizo em legendas
viro personagem de quadrinhos
me recrio
vingo-me da avareza do criador

quando enlouqueço
compro tudo e não pago nada
chamo apenas pelo direito ao
que me foi negado

quando enlouqueço
não me preparo
deixo tudo ao sabor das acontecências
prá nunca ter que me perguntar
por que enlouqueço


"badulaques bombons stars afins certas canções incertas"



+ amor

ou a utopia de amar em liberdade

suas asas estão precisando de pouso...
ruflam de par em par.
melhor dentro de uma gaiola
sonhar com o mundo todo lá fora?
 chega a sentir que é livre...
mais uma ilusão carente de sentido?
suas perguntas se desfazem,
pois a vida sempre convida a querer muito mais...
que apenas respostas.


20.2.10

balance

o equilíbrio?
esse foi
reestabelecido!

18.2.10

música



hoje sou eu que tô assim...

daquele jeito que vc fica...

hoje, é vc que fica assim...

 daquele jeito que eu tô...

nós humanos

não creio em dicotomias.
corpo e alma
bem e mal...
divino e profano...
sexo e amor...
tá tudo no corpo...
tá tudo na cara...
tá tudo aqui... agora.
tudo isso prá mim é sinônimo da consciência sublime de existir, ser única e só.
o mais que isso, é "matrix".



17.2.10

menos carnaval

ilha de mim
rodeada por gente e alegria.
quem diria...


"por que será que estou sempre dando festas prá você dentro de mim?"

mansão dos anjos

ou rede embaixo do jambeiro

bonito conhecer gente que passa junto pelo tempo
 e com certa autonomia, se acompanha.
nesse dia com clima de outro lugar,
sinto vontade de chorar,
melancólica pelo nunca vivido...
 esperançosa por um dia...
o dia de hoje.


"freelove- depeche mode"


15.2.10

a viagem

ou abrindo-se ao novo

mensagem, carta do tarô, i-ching...
tudo me diz que fundamental é saltar do abismo e confiar que as asas nos conduzirão aonde devemos ir...
deixemos as malas livres de bagagens que não servem mais e sigamos vivendo.


"Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme

de medo.

Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas,

o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos

povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar

nele nada mais é do que desaparecer para sempre.

Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.

Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência. Você

pode apenas ir em frente.

O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.

E somente quando ele entra no oceano é que o medo

desaparece.

Porque apenas então o rio saberá que não se trata de

desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.

Por um lado é desaparecimento e por outro lado é

renascimento.

Assim somos nós.

Só podemos ir em frente e arriscar.

Coragem !! Avance firme e torne-se Oceano!!!"

14.2.10

efeito sem causa

não deveria, mas o filme ele disse, tinha a cara dela...
e ainda ofertou com amor...
e ainda dormiu enquanto ela assistia...
o maior defeito é ser perfeitinho...
não resistiu.
parou de ver o filme e foi assistí-lo dormir.



 

12.2.10

respiração

esqueço quase um tudo...
só não esqueço meu corpo.
esse abrigo ou escudo.
respiro fundo...
e não me iludo.

suruba

sabe como imagino o mundo?
todo mundo se cuidando,
todo mundo se amando.
seria um grande inferno de prazer ...
não esse falso paraíso da dor.

vício

a imagem vem ao acordar.
ela sente a presença na cama que não se ocupa.
se conforta na ausência.
o dia começa bem com ninguém ao seu lado.

10.2.10

grandeza

ser nada.

encantamento

essa menina me dá postais...
essa menina compartilha,
o mundo que traz.

cuide de você

 levou as  recomendações amorosas ao pé da letra.


"a arte é de viver da fé!
só não se sabe, fé em que?"

perto demais

ou longe demais

seus lábios se movem,
 não pode escutar...
parece silêncio seu falar.

você


  sei, pode fical mal entendido,
duplo sentido.
para mim...
foda-se...
mesmo assim.

7.2.10

natimorto

ou eram assim tão intimos, ela e o monstro.

"algumas delicadezas já nascem escondidas e parecem querer morrer assim. doi imaginar essa fuga de doçuras, doi a responsabilidade de ter que aguçar nossas sensibilidades todas em busca da captura dessas coisas fugidias...
.................................................................
meus resquícios de noções de uma barreira entre o natural e o artificial me deixavam avessa àquilo que eu sabia não ser natural mas que, contudo, apresentava-se como real.
.........................................
 ia de encontro às minhas expectativas de uma arte cada vez mais verdadeira, de um amor cada vez mais verdadeiro.
....................................
no entanto, sabia da pluralidade das verdades e, muito mais que isso, sentia necessidade de continuar se permitindo ser conquistada.
................
a delicadeza da idéia de álguem que se mostra e se protege era o que lhe faltava.
............
e, assim, toda a artificialidade se mostrou natural. pelo menos até o fim da duração daquele momento - que se perpetuava, que se perpetua e que se faz perpetuar..."
- você me protege do que eu quero?




"E então, como é o monstro?
Ele é como nós. Todos somos monstros." L.M.

5.2.10

homo

ou para o diabinho branco

somos todos demônios


"Trata-se de um ser de uma afetividade imensa e instável, que sorri, ri, chora, um ser ansioso e angustiado, um ser gozador, embriagado, estático, violento, furioso, amante, um ser invadido pelo imaginário, um ser que conhece a morte e não pode acreditar nela, um ser que segrega o mito e a magia, um ser possuido pelos espíritos e pelos deuses, um ser que se alimenta de ilusões e quimeras, um ser subjetivo cujas relações com o mundo objetivo são sempre incertas, um ser submetido ao erro, ao devaneio, um ser híbrido que produz a desordem. E como chamamos loucura à conjunção da ilusão, do descometimento, da instabilidade, da incerteza entre real e imaginário, da confusão entre subjetivo e objetivo, do erro, da desordem, somos obrigados a ver o Homo sapiens como Homo demens." Edgard Morin






josé paulo paes

ou novo amor

aporia da vanguarda

nada envelhece tão depressa quanto a novidade.
só o que já nasceu velho é que não envelhece.       


fenomenologia da resignação

1 comigo isso jamais aconteceria.

2 se acontecer, eu sei o que fazer.

3 da próxima vez não vai ser tão fácil.

4 quem já não passou por isso?

pérolas

a vida que disponho é preciosa.
compartilho.

no tempo do tempo
tenho guardado muitos grãos de areia...



"guarde um objeto(pessoa, sentimento?) qualquer. o tempo mostrará o quanto ele( a pessoa, o sentimento?) pode se tornar especial. um grão de areia dentro de uma concha se torna uma pérola."

2.2.10

se renato russo vivesse

ou adolescentes tem seu próprio tempo

respiro bem
tenho meus amigos
ainda preciso de dinheiro
e quero mais carinho
acho que te amava
agora não tenho certeza
são tudo pequenas grandes coisas
e tudo passa o tempo todo...

acho que aos santos,
prefiro os deuses.
não gosto só de meninos e meninas,
gosto de gente.

(blá, blá, blá, thubdu, thubidubiru, thururu...lá, lá, lá....rsrsrrsrsrrsrrsrsrsr... tudo bem desfinado em perfeita harmonia!)

acho que é isso:
 ele morreu de dor e tristeza, poderemos  viver de dor e alegria?


pessoais

ou quem perguntou

o que eu gosto: da vida.
o que eu não gosto: da vida! essa bandida!
um desejo: virar sereia.
pra relaxar: sentir tesão.
um livro: noites brancas.
um lugar: meu corpo.
eu sou: uma deusa.





1.2.10

o silêncio que diz mais


prefiro todo o sentido...
se procuro falar...
é mais pelo vício da palavra.



"Eu gosto do impossível (possível também!) , tenho medo (pouco!) do provável, dou risada do ridículo ( eu sou ridícula... rio de e para quase tudo!), e choro porque tenho vontade (sou chorona!), mas nem sempre tenho motivos. Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança que há por trás dele ( para poucos, faço questão!). Sou inconstante (constante) e talvez imprevisível ( previsível!). Não gosto de rotina ( eu gosto, só prá quebrar vez por outra!). Eu amo de verdade as pessoas para quem eu digo isso ( amo!) e, me irrito de forma inesplicável quando não botam fé em minhas palavras ( eu fico triste!). Nem sempre ponho em prática aquilo que julgo certo ( eu quase nunca faço o que acho errado!). São poucas as pessoas para quem eu me explico (eu também!) " (Robert Nesta Marley e eu)

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as definições, as conceituações, me entram, como se diz, por um ouvido e saem pelo outro... sou.