22.7.10

blue hole


mergulho...
e volto a tona.

permissão

me permiti ser luz.
dancei por todo aquele ambiente.
bailei luz e som.
foi o tango mais bonito que já vi.

21.7.10

ela não quer ver nada

procuro-me
procura-se
encontro-me
encontra-se
eu li o poema
como :
ame o zé!
olha aê leonora
como é que
o ser
é.

certezas

_ mas isso já foi resolvido anteriormente! para quê perguntar novamente?

_ pode ser que hoje, possa ser resolvido de outro jeito! acordos são mutáveis...

algodão explosivo





minhas carnes ardem espiritualmente.
amo amores carnais.
amo amores fraternos.
amo todo amor inteiramente.



20.7.10

terra

é tanta fertilidade,
que repouso e sou fecundada.


silêncio

ouço
pensamentos.


18.7.10

luz

mariposas
dançam
em mim...



16.7.10

leonora de barros

seu nome é
poesia.


15.7.10

criação

.te crio assim.
.perceptivo e saudável.
.amoroso e leal.
.a si mesmo e ao outro.
.faça-se.
.humano.
.naturalmente.


sinápses

no espelho vi os anos que vão passar,
como uma memória do que se vive.
como fosse tudo memória...
um tipo de ficcão literária-cinematográfica.
talvez, tudo construção
da percepção
que vem à tona.
penso como eu não sendo.
são outros eu de mim, percebendo.


13.7.10

verbo transitivo direto

amar
 1. ter amor a.
2. gostar de.
 3. praticar o sexo com.
 4. estar enamorado. 
 5. praticar  o ato sexual. 
6. sentir amor por si mesmo.
7. sentir amor mútuo.



12.7.10

toque

é dando
que se recebe

anarquia

ou livro da tribo terça 2.000 março 14

o erotismo é uma das bases do
autoconhecimento, tão indispensável
quanto a poesia. (anäis nin)

sem tesão não há solução!
com muito tesão é uma piração!
vem o tempo e joga água fria,
congela os corações,
encouraça a musculatura.(ni)

*poesia
é o que de melhor nos passa um poema, uma letra de música um texto em prosa poética. o poema é o corpo, arquitetura de palavras; a poesia é seu espírito, o que é dito além do que está escrito. escrevá já um poema com todo o seu tesão! (ct)


o início do texto segunda de 2010 em julho

... me cansei de escutar opiniões de como ter um mundo melhor...

eu quero é mais saúde... (2010)


gente

ou poema para não dizer em palavras


tem gente que partilho
tem gente que compartilho

tem gente que soa bem
tem gente que vibra bem

tem gente que ilumina
tem gente que é luz






11.7.10

três virtudes

paciência
prudência
perseverança...


10.7.10

abre-te sésamo

te fiz um poema e escondi
em quarenta poros de minha pele
de modo que brinquem seus dedos
por muito tempo de ali babá.


não te prometo nada.
é só por hoje que sei o presente de ti.
sem esperanças...
é desesperançadamente livre do antes e do depois.
posso até combinar contigo atos futuros.
sem garantias.
se o futuro chegar presente
acordamo-nos novamente e
seguimos adiante...

decifra-me ou me devoro

do gaiarça

hoje
estou escrevendo tudo ao
contrário: onde se lê
feliz leia-se dor.
hoje
estou vivendo tudo ao
contrário: onde se vê
sorriso veja-se rancor.


de mim

hoje
estou escrevendo tudo com
sentido: onde se lê
feliz é feliz mesmo.
hoje estou vivendo tudo com
sentido: onde se vê
sorriso veja-se amor.

hoje
vejo o invisível de mim
e reconheço
semelhanças
em ti.


pausa na dor




...acalma essa tormenta
 e se aguenta...


9.7.10

saída do banho

ou bicho tocando

choque da pele quente
com o ar frio,
arrepio.
ouve sua voz pela primeira vez.

se olha no espelho cantando.
" uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel"...
uma mulher, uma beleza...
assim, ela aconteceu.

alguém cantando

o que é bom
prá se viver
é bem.
o que é ruim
também...


"nem um rio, nem outro...liberdade".


7.7.10

crochê

dia-chuva-vento-frio
dou formas
em linhas coloridas.
coração-mais-quente...


4.7.10

gaiola de amplidão

longos vôos
longos retornos...
e mansidão

3.7.10

as "pés no chão" conversam...

-assim...
-concentra essa enegia sexual...
-aqui..ó no chacra... laranja.

-mulherzinha... cê devia ser terapeuta!

chupando pirulito

imaginem a cena:
seu ubaldo chupando um pirulito dentro do ônibus.

imaginem a cena:
seu ubaldo de 79 anos, chupando um doce pirulito dentro do ônibus...

imaginem a cena:
seu ubaldo de 79 anos, chupando um doce pirulito dentro do ônibus e sendo abordado por uma moça que se encanta com a doçura do seu gesto.

imaginem a cena:
chegar até a morte com pequenos e doces prazeres de ainda criança...

vemos pessoas todo tempo

andava por aqueles dias cheia duma sensação de potência.
era uma outra dimensão aquela em que vivia a representação do vivido.
numa parada de ônibus avistou uma desconhecida, na qual de imediato se reconheceu.
era um de seus delírios recorrentes... ser parte de outras pessoas.
uma deusazinha negra. linda. pézinhos cheios de anéis. cabelos envoltos num pano.
estilosa. na dela.

ficou a observar e num impulso escreveu-lhe um bilhete:
não sei de onde veio...
nem para onde vai,
mas se puder me liga,
se puder me leia.

sentou-se ao seu lado e entregou-lhe o bilhete.
ela olhou sorrindo e perguntou:
-você quer me conhecer?
-é! já estou conhecendo...

ganhara mais uma amiga
ou talvez só mais um conto.
o que importava era a poesia
de todo encontro.

capitu

pois se queria tanto um filho...
foi o que lhe deram e não um par de chifres.
maldito ciúme...


" na voz que canta tudo ainda arde"...

estrela

andar na cauda de cometa...
dançar na rua.
não cansamos de ser criança.
meu melhor amigo,
é o meu amor.

2.7.10

sabedoria

aprendi a perder...
o que não tenho.
aprendi a ganhar
o que tenho.




" eu me ofereço esse momento que não tem paga e nem tem preço/ essa magia eu reconheço/aqui está a minha sorte/ me descobrir tão fraca e forte/me descobrir tão sal e doce..."

sentidos do sentido

em cada ato
um convite
a pegar delírio.
cada qual.
cada quem.
cada coisa.
muita estrela.
além-aqui.
afetação.
sempre um quando.
combustão.



" acorda amor, que eu sei que embaixo dessa neve mora uma coração"

29.6.10

leviana

naquele dia,
ela deixara de ser...

a um passo de meu próprio espírito/ a um passo impossível da deusa/atenta ao real: aqui./aqui aconteço

uma parede em branco

me aproximei da parede.
toquei. deslizei as duas mãos.
repousei o rosto. fechei os olhos.
abracei a parede. me entreguei a perceber sua textura branca.
desenhei mentalmente com o movimento das mãos, o início de uma mandala.
abracei a parede. me entreguei a perceber sua textura branca.
movimentei o rosto em carícia.
senti as possibilidades de um outro toque.
mexi o tronco. esfreguei os seios.
mexi o quadril. esfreguei o sexo.
não mexi as pernas. estava centrada.
na parede me abraçava.

quebrando a louça

vezes sem fim (para!)
algumas vezes (melhor assim!)...
é, por vezes, se pega memorando olhares.
os olhares intimos e culplices que trocam.
são beijos, abraços, carícias... promessas que se cumprem.
nada de gestos fortes. nada de sempre.
nada do que já foi anteriormente experimentado.
tudo calma, confiança, distância e encontro.


" gosto quando olho prá voce/ gosto muito mais quando seu olho vem/ na direção do meu/na direção do meu/ gosto ainda mais quando esquecemos/ onde estamos/ e olhando em volta escolhemos/ a mesma coisa prá olhar/ gosto quando olho com você o mundo/ e gosto mais do mundo quando posso olhar para ele com voce"...

28.6.10

sede

I
beber a hora
beber a água
embriagar-se
com água apenas.

II
água? é só isso
que purifica.

III

fonte maior
e não oculta
fonte sem narciso
nem flores.

IV

bendita a sede
por arrancar nossos olhos
da pedra.

bendita a sede
por ensinar-nos a pureza
da água.

bendita a sede por congregar-nos em torno
da fonte.



" traga-me um copo d'água tenho sede/ e essa sede pode me matar/minha garganta pede um pouco dágua/ e os meus olhos/pedem teu olhar..."


entusiasmo

ou harmonia entre a consciência e a existência

  1. a sacerdotiza
  2. a temperança
  3. a estrela
  4. o mago
  5. o mundo
  6. a imperatriz
  7. os enamorados
  8. o louco
  9. a roda da fortuna
  10. a carruagem
  11. a justiça
  12. o sol

guarda-roupas

quero expor seu conteúdo.


abrir os segredos do apego.
roupa boa é para ser guardada.
roupa boa é para ser usada.
vida boa é em segurança.
vida boa é prá ser arriscada...

27.6.10

conto de fodas

a vida assim-assada.
o tempo água.
nada forte para beber, só o próprio sangue.
uma boneca no colo enquanto escreve dá o tom de irrealidade da vida.
toma um gole grande do vermelho rio de si.
não chora. não ri. não pensa. não sente.
conto de merda, de merda.
fantasia franca.
desejo.
não tinha idéias. não tinha ilusões. um silêncio povoado de sons.
o barulinho de sons em baixa vibração, zuniam constantes em sua audição.
respirava.

marte

o coração bate.
os pés...
seguem a pulsação.



23.6.10

sabor de melância

 tive a sensação de um gozo novo
que me envolveu em mim mesma...
tive arrepios...
derramou-se em mim não sei que balsamo interior...



20.6.10

o caminho do ritual no curso do rio

de ontem

sem palavras, vão se entendendo...

música nos muros

dos tempos de sujeitada,
mais nada.
sujeita, toda, essa moça
conhecia o sentido do dia.
o azul do céu,
era o azul do céu
sendo azul do céu em potência.
todas as cores do dia se eram.
tudo assim, percepção.

18.6.10

luz e mistério

o presente
está nos levando além...


Oh! Meu grande bem/Pudesse eu ver a estrada/Pudesse eu ter/A rota certa que levasse até/Dentro de ti/Oh! meu grande bem/Só vejo pistas falsas/É sempre assim/Cada picada aberta me tem mais/Fechado em mim /És um luar/Ao mesmo tempo luz e mistério/Como encontrar/A chave desse teu riso sério /Doçura de luz/Amargo e sombra escura/Procuro em vão/Banhar-me em ti/E poder decifrar teu coração /És um luar/Ao mesmo tempo luz e mistério/Como encontrar/A chave desse teu riso sério/Oh grande mistério, meu bem, doce luz/Abrir as portas desse império teu/E ser feliz.

sono


adoro dormir depois dele
adoro acordar mais cedo.
seu sono me acalma.
sua respiração
me inspira.
tão profunda...
quando me concentro bastante
vejo de relance seus sonhos.
menino lindo que dorme e acorda.
menino lindo que me despertou de um sono profundo...
te amo, meu amor.



caio fernando de abreu

quedei ao seu encontro...
muito prazer!

15.6.10

silêncio visual

na palavra escrita
vejo as imagens
do que não foi dito.
bendito hiato-maldito buraco
do que falta e do que sobra
na linguagem.

a tempestade

existe algo na vida
que me consome
tanto quanto
me inflama.

mágoas passadas
criam nuvens pesadas.
chovo tanto que as afogo.

dia desses 
se aproxima um anjo de mim.
diz amém
e essa tristeza
que vem com o frio
e com a chuva
tem fim.

"é complicado estar só/ quem está sozinho que o diga/ quando a tristeza é sempre um ponto de partida/ quando tudo é solidão/ é preciso acreditar num novo dia..."

despassito

não sinto mais nada.
e ainda sinto tudo.

we fuck alone

surreal...

11.6.10

chacra

entregue ao sol
entre arvores,
no meio do caminho.
cerrou os olhos e
abriu um dos três.
ficou tudo ambar.

alimento

transformar em comida
minha fome.
segredando ao fogo
o que me arde.

cardamomo

parece um bago de trigo,
ou grão de arroz graudo com casca.
quando abre tem cheiro do gosto de gengibre.
as sementinhas irregulares se agrupam e parecem uma coisa feia.
a surpresa mesmo é o sabor suave mesmo refrescante e ardido.
contrasenso?
experimente.

de uma sodade

escadas do infinito
sobre
mar profundo  de
azul noite cobato.
estrelas, brilho dos teus olhos.
teus olhos diamante bruto
insistem brilhar intenso.

bizarro

um homem vestido de coelho, comendo uma boneca inflável...
uma mulher sendo comida por uma cenoura.

ambivalência

quando ele se dava como fêmea,
ela o possuia como macho.

chama

o fogo
é um elo
entre o vermelho,
o azul
e o amarelo.


8.6.10

sol



a visão do Dia
iluminou o silêncio
do meu coração.

1.6.10

abrigo amoroso

sua casa tem cores, como ela amores.
quase todas as paredes são brancas.
branco impuro.
portas e janelas
numa distribuição irregular de cores.
porta da sala amarela angola
janela da sala vermelho reluzente
porta da cozinha amarelo angola
janela da cozinha amarelinho luz
porta da biblioteca branca
janela da biblioteca branca
porta do quarto dele azul céu gostoso
janela do quarto dele azul céu gostoso
porta do quarto dela lilás espiritual
janela do quarto dela lilás espiritual
(no vão do meio da janela, se movimenta uma mandala amarela luz do sol, feita em crochê por ela)
porta do banheiro verde pureza
janela do banheiro verde pureza
regularidades nas combinações.
nas paredes, desenhos e alguns poucos quadros.
lembretes.
a casa dela é como o grande amor.
um abrigo.


esperança viva que o sangue amansa/vem lá do espaço aberto/e faz do nosso braço/um abrigo/que possa guardar/a vitória do sentimento claro/vencendo todo o medo/mãos dadas pela rua/num destino de luz e amor/vem agora quase não há mais tempo/vem com teu passo firme/e rosto de criança/a maldade já vimos de mais/olha/sempre poderemos viver/em paz/em tempo/tento a fazer pelo nosso bem/iremos passar/mas não podemos nunca esquecer de mais álguem/que vem/simples inocentes a nos julgar/perdidos/as iluminadas crianças/herdeiras do chão/solo sagrado/não as ruínas de um caos/diamantes e cristais/não valem tal poder/contos de luar ou a história dos homens/lua vaga vem brincar/e manda teus sinais/que será de nós/se estivermos cançados/da verdade/do amor/esperaça viva/que a mão alcança/vem com teu passo firme/e rosto de criança/a maldade já vimos de mais.

30.5.10

pradoxo I


 me duvido
o tempo todo...


memórias de uma esquizofrênica atriz


A VOZ e
ELA

escrevo por que me penso.
escrevo para me ouvir no teatro.
tudo que escrevo, na maior parte do tempo estou representando.
imagino as falas que as frases escritas dão o mote...
ouço risadas...
meu palco é tragicômico.
é tão cru que assusta, tem vezes um pouco
(quando eu ler amanhã vai parecer torto...)
delírio deleitoso
meu palco é para poucos...
gosto de ver meu corpo
(narcisa sob medida.)
casa-casca-carnal...
sou inteira com o de dentro.
polpa-sumo-canal.
represento o tempo todo...
na palavra
na fala
na imagem.
sempre atuação.



paradoxo

tenho asas...
mas os pés,
estão no chão.


29.5.10

prefiro me explicar

... mas alguma coisa acontece no quando agora em mim...



esquizo


ouvir vozes é normal.
o problema é quando voce responde...


mangue


coração
de lama...
manancial
de amores.



27.5.10

deserto

em duna o melange,
em mim o orgone.
por fora tudo seca,
 por dentro
 muita água.

hipocrisia



























































na minha casa todo mundo fuma...
menos eu!



" na minha casa, todo mundo samba, todo mundo é breque, todo mundo é bamba"...

revolução dos bichos


ou as crises da existência

a primeira crise existêncial que recordo foi aos 9 anos, quando li a revolução dos bichos de george orwell.
fiquei pensativa, sentindo indignação e descrença.
como a história acabava assim?
a grande revolução provocada pelos animais da fazenda terminou, com novos tiranos no poder.
"os porcos são diferentes dos outros animais"...
...foi a primeira vez que tive um tipo de consciência sobre a condição humana.

25.5.10

it

... e eu estava só. sem precisar de ninguém. é difícil porque preciso repartir contigo o que sinto. o mar calmo. mas à espreita e em suspeita. como se tal calma não pudesse durar. algo está sempre por acontecer. o improvisado e fatal me fascina. já entrei contigo em comunicação tão forte que deixei de existir sendo. você tornou-se um eu. é tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. é tão silencioso. como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? dificílimo contar: olhei para você fixamente por uns instantes. tais momentos são meu segredo. houve o que se chama de comunhão perfeita. eu chamo isso de estado agudo de felicidade. estou terrívelmente lúcida e parece que alcanço um plano mais alto de humanidade. ou desumanidade - o it.

24.5.10

inverso

hoje tem agonia...
tem teto preto,
parede preta,
escuro.
tem tristeza e dor.
hoje, tem um buraco enorme
nas paredes desse corpo memória.



id

ida
idade
ideal
idealismo
idealizar
idear
idéia
idem
idêntico
identidade
identificação
identificar
ideograma
ideologia
idílio
idioma
idiomatismo
idiossincrasia
idiota
idiotia
idiotice
idiotismo
idólatra
idolatrar
idolatria
ídolo
idôneo
idos
idoso.

" a sua idiotice, não lhe deixa ver... que eu te amo"...

a hora do cansaço

o movimento sem fim de arrumar a casa, sempre me surpreende.
guardo papéis para lembrar as sensações das coisas que esqueço...
tenho quase certo que foi um professor muito querido que me enviou esse poema do drumond.
tenciono me desfazer dos papéis, livros e pequenos objetos.
meus relicários.
tão difícil me esvaziar das palavras.
desde pequena amo livros.
passava horas na biblioteca pública, nem sempre lendo.
muitas vezes quedava distraida nos detalhes das capas, texturas, cores, títulos.
ainda hoje é assim. há livros que me enfeitiçam.
amar palavras ocas de sentido por vezes cansa.

hoje acordei cansada.


20.5.10

celebração

...quero desejar, antes do fim, para mim e os meus amigos, muito amor e tudo mais, que fiquem sempre jovens e tenham as mãos limpas e aprendam o delírio com coisas reais...


19.5.10

vida


" abra os braços e crie seu mundo"

17.5.10

música

 é hu(A)mor.



sinceramente eu não sei quem dança mais nessa vida.../se os sentimentais, os canalhas ou os canalhas sentimentais./se as histéricas, as inteligentes ou as lindamente burras./eu só acredito nos deuses que dançam,
seja no terreiro, nas núvens ou na pista./não economizem seus calçados, seus pés, suas dobradiças.
nega contigo eu me derreto qual manteiga, porque eu tenho, tú tens, ele tem...

dedo-de-moça


pimentas pareciam flores...
na minha visão.


14.5.10

www

pensei agora,
que existe intimidade
no espaço virtual
da rede de computadores mundial...

12.5.10

com e sem

ummmm sooooooooonnnnnnnhhhhhhoooooooo rrrrrrreeeeeeeeeeallllllllllll...





... mas compreendi, que, além de dois existem mais...

9.5.10

exinterior

lá fora,
 vejo o que é para mim,
lá dentro...

8.5.10

aflição

escrever com prazo é algo assim que me aflige...
fico solta no turbilhão das palavras que se me apresentam 
para dizer do indizível que se quer fazer comunicável...(?)
na rota de fuga... desesperada, corro para um livro da estante.
cilada!
abro a página e a outra diz de mim.
mágica se faz...
vou lendo as palavras que ganham sonoridade...
"corro perigo como toda pessoa que vive,
e a única coisa que me espera
é exatamente o inesperado..."
que o deus venha antes que seja tarde...
pois tenho um prazo!


"um mundo fantástico me rodeia e me é...sou uma fruta roida por um verme. e espero o apocalipse orgásmico...sou em transe. que febre: não consigo parar de viver."

5.5.10

daimons

anacrônicos e absurdos...

na pele

lá fora toda água
da incessante chuva  poderosa,
dizia do milagre de ser quem se era
antes de saber ser-se.


4.5.10

sexo-para-evitar-o-vazio-do-desespero


frívolo arquejo epiderme a epiderme.
a maioria vai para cama, mas não acontece nada...

milágrimas

paixão em mim é feito brisa...
refresca e passa.

quero amor vendaval...
que me carregue
para onde for.



Em caso de dor ponha gelo/Mude o corte de cabelo/Mude como modelo/Vá ao cinema dê um sorriso/Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo/Se amargo foi já ter sido/Troque já esse vestido/Troque o padrão do tecido/Saia do sério deixe os critérios/Siga todos os sentidos/Faça fazer sentido/A cada mil lágrimas sai um milagre

Caso de tristeza vire a mesa/Coma só a sobremesa coma somente a cereja/Jogue para cima faça cena/Cante as rimas de um poema/Sofra penas viva apenas/Sendo só fissura ou loucura/Quem sabe casando cura/Ninguém sabe o que procura/Faça uma novena reze um terço/Caia fora do contexto invente seu endereço/A cada mil lágrimas sai um milagre


Mas se apesar de banal/Chorar for inevitável/Sinta o gosto do sal do sal do sal/Sinta o gosto do sal/Gota a gota, uma a uma/Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre/A cada mil lágrimas sai um milagre

2.5.10

escrever

aproveito a vida.
 me permito a dor,
o tesão, a entrega, o amor.
deve ser algum defeito de
fabricação isso de
fazer o que devo.
mas como a natureza é sábia,
o que não vivo, escrevo.

 

tanto mar

mudar territórios e limites.
expandir-se.

"...me dê vento e vela ou razão prá ficar".

pretensão

despretenciosa:
quer tudo...

... de linguagem

eu sonho com um poema
fruto maduro na tua boca.
um poema que te ame
antes mesmo que saibas seu sentido.
um poema que se prove...



"quando te vi, amei-te já muito antes. nasci para ti antes de haver mundo".

Seguidores

quem sou eu?

Minha foto
as definições, as conceituações, me entram, como se diz, por um ouvido e saem pelo outro... sou.