27.6.10

conto de fodas

a vida assim-assada.
o tempo água.
nada forte para beber, só o próprio sangue.
uma boneca no colo enquanto escreve dá o tom de irrealidade da vida.
toma um gole grande do vermelho rio de si.
não chora. não ri. não pensa. não sente.
conto de merda, de merda.
fantasia franca.
desejo.
não tinha idéias. não tinha ilusões. um silêncio povoado de sons.
o barulinho de sons em baixa vibração, zuniam constantes em sua audição.
respirava.

2 comentários:

Camilla Aloyá disse...

adorei o título e o escrito tb...

Camilla Aloyá disse...

vou usar o título um dia.

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as definições, as conceituações, me entram, como se diz, por um ouvido e saem pelo outro... sou.