...por mim diz que eu fui por ai..."
...como " um transeunte sem nome,
uma figura solitária numa esquina,
uma pessoa passando apresadamente.
poderia ser qualquer um.
alguém chegando, partindo,
vivendo em nossa sociedade anônima.
um elemento na multidão,
um entre a maioria silenciosa.
aquele dentro de nós que grita, canta e sonha"...
pois "tudo que era dor e medo se foi"...
6.8.09
david lynch
ou coração selvagem...
amor, estrada e violência...
musicas de elvis presley...
uma estética bizarra.
muitas referencias e apenas uma certeza...
" é um estranho mundo"...
assistir, é vivenciar uma experiência sensorial inquietante.
amor, estrada e violência...
musicas de elvis presley...
uma estética bizarra.
muitas referencias e apenas uma certeza...
" é um estranho mundo"...
assistir, é vivenciar uma experiência sensorial inquietante.
agosto
tarde dessas sair pelas ruas,
nua...
causar estranhamento.
pupilas dilatadas,
sorriso enigmático nos lábios...
em transe, desligada das coisas que povoam
este mundo ilusório que criamos.
enlouquecida, tropeçar na sanidade...
entrar em contato com livros,lugares e toda arte...
milhares de imagens
circulando na mente...
como um turbilhão...
tarde dessas, desabar como chuva...
nua...
causar estranhamento.
pupilas dilatadas,
sorriso enigmático nos lábios...
em transe, desligada das coisas que povoam
este mundo ilusório que criamos.
enlouquecida, tropeçar na sanidade...
entrar em contato com livros,lugares e toda arte...
milhares de imagens
circulando na mente...
como um turbilhão...
tarde dessas, desabar como chuva...
28.7.09
cabaça
fruta gogoia
ou seu olho me olha mas não me pode alcançar...
Eu sou uma fruta gogoia
Eu sou uma moça
Eu sou calunga de louça
Eu sou uma jóia
Eu sou a chuva que molha
Que refresca bem
Eu sou o balanço do trem
Carreira de Tróia
Eu sou a tirana bóia
Eu sou o mar
Samba que eu ensaiar
Mestre não olha
Eu sou uma fruta gogoia
Eu sou uma moça
Eu sou calunga de louça
Eu sou uma jóia
Eu sou a chuva que molha
Que refresca bem
Eu sou o balanço do trem
Carreira de Tróia
Eu sou a tirana bóia
Eu sou o mar
Samba que eu ensaiar
Mestre não olha
21.7.09
desejos
ou um jogo
um dia de céu sempre azul
sorrisos sinceros
alegria de viver
prazer entre corpos
um copo d'água que mate minha sede
dormir mais para sonhar
família, trilho, flor
amigos reunidos
respeito e carinho
a profundeza do mar
e um brinco de diamantes...
só isso...
...que se faça o desejado!
um dia de céu sempre azul
sorrisos sinceros
alegria de viver
prazer entre corpos
um copo d'água que mate minha sede
dormir mais para sonhar
família, trilho, flor
amigos reunidos
respeito e carinho
a profundeza do mar
e um brinco de diamantes...
só isso...
...que se faça o desejado!
pensar
eu apresento a página branca
contra:
burocratas travestidos de poetas
sem-graças travestidos de sérios
anões travestidos de criança
complacentes travestidos de justos
jingles travestidos de rock
estórias travestidas de cinema
chatos travestidos de coitados
pacivos travestidos de pacatos
medo travestido de senso
censores travestidos de sensores
palavras travestidas de sentido
palavras caladas travestidas de silêncio
obscuros travestidos de complexos
bois travestidos de touros
fraquezas travestidas de virtudes
bagaços travestidos de polpa
bagos travestidos de cérebros
celas travestidas de lares
paisanas travestidos de drogados
lobos travestidos de cordeiro
pedantes travestidos de cultos
egos travestidos de erros
lerdos travestidos de zen
burrices travestidas de citações
água travestida de chuva
aquário travestido de tevê
água travestida de vinho
água solta apagando o afago do fogo
água mole em pedra dura
água parada onde estagnam os impulsos
água que turva as lentes
e enferruja as lâminas
água morna do bom gosto,
do bom senso das boas intensões
insípida, amorfa, inodora, incolor
água que o comerciante esperto
contra:
burocratas travestidos de poetas
sem-graças travestidos de sérios
anões travestidos de criança
complacentes travestidos de justos
jingles travestidos de rock
estórias travestidas de cinema
chatos travestidos de coitados
pacivos travestidos de pacatos
medo travestido de senso
censores travestidos de sensores
palavras travestidas de sentido
palavras caladas travestidas de silêncio
obscuros travestidos de complexos
bois travestidos de touros
fraquezas travestidas de virtudes
bagaços travestidos de polpa
bagos travestidos de cérebros
celas travestidas de lares
paisanas travestidos de drogados
lobos travestidos de cordeiro
pedantes travestidos de cultos
egos travestidos de erros
lerdos travestidos de zen
burrices travestidas de citações
água travestida de chuva
aquário travestido de tevê
água travestida de vinho
água solta apagando o afago do fogo
água mole em pedra dura
água parada onde estagnam os impulsos
água que turva as lentes
e enferruja as lâminas
água morna do bom gosto,
do bom senso das boas intensões
insípida, amorfa, inodora, incolor
água que o comerciante esperto
coloca na garrafa de whisky
água onde não há seca
água onde não há sede
água em abundância
água em excesso
água em palavras
eu apresento a página em branco
a árvore sem sementes
o vidro sem nada na frente
contra a água
por arnaldo antunes, registrado em 25/11/1990 numa agenda de 1987...
livro de artista
ou a mulher que foi pássaro...
.partindo do texto "pai... ou a mulher que foi pássaro.
te matar com uma faca de cozinha,
me livrando assim do fantasma que me escraviza a você,
dilacerando o melhor de mim.
tudo aqui continua escuro e fechado.
talvez permaneça assim para sempre,
como saberei...
a escuridão me atordoa...
teu fantasma me sufoca...
por vezes, muito raras,
passa por aqui um vento...
são momentos maravilhosos em que sonho...
sim, sonho...
quase chego a sentir a alegria de voar novamente...
relembro com pesar ...
a mulher que habito, perdeu as asas...
escrito em 14/12/1993
duna
"na profundidade do inconsciente humano, existe uma necessidade penetrante de um universo lógico, que faça sentido. mas o universo real está sempre um passo adiante da lógica."
"não importa quão exótica se torne a civilização humana, não importam os acontecimentos da vida e da sociedade, nem a complexidade da interface humano/máquina, há sempre interlúdios de poder solitário, quando o curso da humanidade, seu próprio futuro, depende de ações relativamente simples a cargo de indivíduos solitários."
frank herbert, autor de duna, história composta por seis livros dos quais li três...
só posso dizer que é fascinante o poder da criatividade humana...
ele criou planetas, sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos de forma espetacular...
vale a pena ser lido.
"não importa quão exótica se torne a civilização humana, não importam os acontecimentos da vida e da sociedade, nem a complexidade da interface humano/máquina, há sempre interlúdios de poder solitário, quando o curso da humanidade, seu próprio futuro, depende de ações relativamente simples a cargo de indivíduos solitários."
frank herbert, autor de duna, história composta por seis livros dos quais li três...
só posso dizer que é fascinante o poder da criatividade humana...
ele criou planetas, sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos de forma espetacular...
vale a pena ser lido.
20.7.09
passado

".seja passado o passado.
.tome-se outra vereda e pronto."
ritualizei o momento de dormir, como havia tempo não fazia.
sempre preferi o intuido ao filosofado...
me banhei na cachoeira do banheiro,
me cuidei como deusa...
pele, cabelos e unhas...
por dentro ervas sagradas...
em meu aposento o aroma que eleva.
muito ar,calma, silêncio e sono profundo...
no sonho, entrei num lugar proibido...
me encontraram...
meu dedo sangrava muito
fui levada até a saída por um guardião,
ele era uma senhora velha e simpática que me indicava a saída sorrindo.
parei diante de uma gameleira...
que me deixou com um ar de maravilha...
posto que suas raizes eram ligadas ao portão/portal...
ela o abriu com um gesto firme...
eu sai por um caminho de barro... por um lugar que já andei em sonhos...
minha revelação foi:
o que é presente não passou ainda. o passado, só pode passar, quando passa realmente.
enquanto isso sigo enraizando no caminho...
( cortei o dedo quando você se foi... e ainda não parou... só quando você voltar meu amor... ai eu paro de sangrar...)
18.7.09
contos e ilusões

desde que posso memorar, ler é algo mágico, para mim...
26 letrinhas e uma imensidão de probabilidades combinatórias, com ajuda dos sinais de pontuação e... lá se vão pessoas, mundos, sentimentos...
todo tipo de ilusão, que em verdade reflete nossas mais profundas (ou superficiais?) fantasias...
claro que estou falando de ficção...
mas existe algo que não o seja?
do pouco que já li, fui marcada por muitos autores...
quero falar de um que me acompanha desde os idos anos 80...
.neil gaiman.
para mim, um edgar alan poe contemporâneo...
comecei lendo sandman... incrível pesadelo!
hoje, do que já foi publicado dele por aqui, li e tenho quase tudo...
ontem começei a reler "fumaça e espelhos", uma coletânea de contos...
uma introdução
escrever é voar em sonhos.
quando você se lembra.quando pode.quando dá certo.
é muito fácil.
-caderno de notas do autor, fevereiro de 1992.
"é um truque com espelhos. trata-se de um clichê, não há dúvida, mas não deixa de ser verdade.
.........................................................................................................
(a fumaça borra o contorno das coisas)
histórias são, de um modo ou de outro, espelhos. nós as usamos para explicar como funciona ou não o mundo. tal qual espelhos, elas nos preparam para os dias que virão. afastam nossa atenção das coisas que se ocultam nas trevas.
a fantasia - e toda fantasia de uma espécie ou de outra - é um espelho. um espelho distorcido, não há dúvida, do tipo que oculta, posicionado a quarenta e cinco graus da realidade, mas ainda assim um espelho que podemos empregar para nos revelar coisas que de outra forma, não poderíamos ver"
15.7.09
essa menina
é tanta alegria...
que até canto.
junto comigo
outras vozes...
pessoas que
seus males espantam.
celebramos vida e amizade...
celebramos nossa humanidade.
" tanto mar...
me dê vento e vela...
e razão prá ficar".
que até canto.
junto comigo
outras vozes...
pessoas que
seus males espantam.
celebramos vida e amizade...
celebramos nossa humanidade.
" tanto mar...
me dê vento e vela...
e razão prá ficar".
12.7.09
a imagem
ou todo o "blues" do amor
seu corpo é vidro por dentro
em verdade,
ela gostaria de descrever o breve instante
que sentiu seu corpo todo como um aposento
onde entrava luz através da vidraça
molhada pela chuva...
impossível descrever com precisão
a temperatura da água que a derretia...
projetando nas paredes de si, a imagem do tremor.
seu corpo é vidro por dentro
em verdade,
ela gostaria de descrever o breve instante
que sentiu seu corpo todo como um aposento
onde entrava luz através da vidraça
molhada pela chuva...
impossível descrever com precisão
a temperatura da água que a derretia...
projetando nas paredes de si, a imagem do tremor.
chuva na vidraça
assim ela sente por dentro...
um escorrer tênue do amor.
há em si, uma imensa vibração
que provoca
o improvável movimento de implosão.
certa de ser,
vai seguindo vidro,
intacta e diluida pela chuva.
um escorrer tênue do amor.
há em si, uma imensa vibração
que provoca
o improvável movimento de implosão.
certa de ser,
vai seguindo vidro,
intacta e diluida pela chuva.
3.7.09
30.6.09
28.6.09
cega
filmes
do you like me now?
" eu olho a cabeça de um alfinete
e vejo anjos dançando..."
"if it wasn't this...
it'd be something else."
do you like me now?
se não fosse assim...
seria de outro jeito?
" eu olho a cabeça de um alfinete
e vejo anjos dançando..."
"if it wasn't this...
it'd be something else."
do you like me now?
se não fosse assim...
seria de outro jeito?
palavras perdidas
sonhar com você...
te "ver",
volta forte o desejo/necessidade de escrever...
ouvir sua voz, te sentir... é boom
de sonho em sonho os dias passam...
só não passa a saudade.
pensei tantas palavras
"escrevi" prosa e poesia...
a lentidão não permitiu o registro...
palavras perdidas
vagam por ai...
desgarradas de mim.
em 28/06/09
te "ver",
volta forte o desejo/necessidade de escrever...
ouvir sua voz, te sentir... é boom
de sonho em sonho os dias passam...
só não passa a saudade.
pensei tantas palavras
"escrevi" prosa e poesia...
a lentidão não permitiu o registro...
palavras perdidas
vagam por ai...
desgarradas de mim.
em 28/06/09
um
12.6.09
maçã
universo em desencanto
vezes sem fim me confundo...
serei personagem ou escritora?
como não saber a diferença?
cada vez que sinto essa vertigem,
não acredito na estória,
prefiro escrever história...
mesmo assim, qualquer grafia é ficção.
ontem chorei, sentindo solidão.
ao meu lado tante gente
que nunca conhecerei...
"cada um de nós é um universo"
serei personagem ou escritora?
como não saber a diferença?
cada vez que sinto essa vertigem,
não acredito na estória,
prefiro escrever história...
mesmo assim, qualquer grafia é ficção.
ontem chorei, sentindo solidão.
ao meu lado tante gente
que nunca conhecerei...
"cada um de nós é um universo"
11.6.09
realização

"Muitas das grandes realizações do mundo foram feitas por pessoas cansadas e desanimadas que continuaram trabalhando"...
esse clima tem me deixado melancólica...
"estou cansada...
não estou resignada
nada me é indiferente"...
mesmo assim, tenho vontade de mandar tudo as favas...
parece haver coisas de mais "fora da nova ordem mundial"...
pessoas incríveis padecem de egoismo crônico,
são más e infelizes...
não se amam e "não amam ninguém
parece incrível!
não amam ninguém e é só de amor que precisam"...
vou continuar trabalhando...
quem sabe consigo realizar algo "grande"
deixo aqui registrado meu protesto!
sigo indignada e feliz...
na realização de ser "pequena"
essa, creio ser minha grandeza...
9.6.09
avesso
todo esse choro e ranger de dentes
é nada, perto do avesso desse mundo
quero todos os sentidos
prontos.
cada poro de minha pele
grita que sou feliz
inteiramente aos pedacinhos...
é preciso falar
prá que fique claro:
a lua é cheia,
minha garganta dói...
é dessa fragilidade que falo...
o resto nada diz...
são retalhos mal costurados
logo volta a sensação de que estou caminhando
"no caminho pisado que conduz a uma batalha a cada dia, conseguir um lugar prá sentar e sonhar no lotação... é tudo igual...igual... igual..."...
é nada, perto do avesso desse mundo
quero todos os sentidos
prontos.
cada poro de minha pele
grita que sou feliz
inteiramente aos pedacinhos...
é preciso falar
prá que fique claro:
a lua é cheia,
minha garganta dói...
é dessa fragilidade que falo...
o resto nada diz...
são retalhos mal costurados
logo volta a sensação de que estou caminhando
"no caminho pisado que conduz a uma batalha a cada dia, conseguir um lugar prá sentar e sonhar no lotação... é tudo igual...igual... igual..."...
sentido
hoje,
queria chorar um rio amazonas...
um oceano atlântico...
é muita falta minha gente!
é tanta coisa boa, que não basta...
hoje se pudesse voltaria
de onde vim...
lugar que nem imagino...
encontraria você
que sei quem é,
mesmo assim não reconheço.
hoje, queria prosa e não poesia.
queria aconchego não sua ausência.
porque tudo não passa disso?
companhia...
encontro...
fantasia...
queria chorar um rio amazonas...
um oceano atlântico...
é muita falta minha gente!
é tanta coisa boa, que não basta...
hoje se pudesse voltaria
de onde vim...
lugar que nem imagino...
encontraria você
que sei quem é,
mesmo assim não reconheço.
hoje, queria prosa e não poesia.
queria aconchego não sua ausência.
porque tudo não passa disso?
companhia...
encontro...
fantasia...
7.6.09
encanto
vestido de mar,
você me inundou.
luas, marés...
ondas e ondas...
e eu sereia
me encantei.
antiga, 26/04/2007
você me inundou.
luas, marés...
ondas e ondas...
e eu sereia
me encantei.
antiga, 26/04/2007
iluminação
amei
tanto
e de tanto
amar
subi como a maré.
agora vazante,
me resta a lua
essa cheia...
e eu vazia,
nesse ciclo
eterno.
o balde, caiu no chão
quando admirada estava eu
com o reflexo da lua...
a ilusão acabou.
o reflexo não é a lua.
me iluminei!
considerações tontas sobre as desilusões tantas...
tanto
e de tanto
amar
subi como a maré.
agora vazante,
me resta a lua
essa cheia...
e eu vazia,
nesse ciclo
eterno.
o balde, caiu no chão
quando admirada estava eu
com o reflexo da lua...
a ilusão acabou.
o reflexo não é a lua.
me iluminei!
considerações tontas sobre as desilusões tantas...
6.6.09
poder
tudo que é sólido
desmancha no ar...
toda coisa se desfaz...
ter caráter não é questão
de "se"
é questão de "ser"
desmancha no ar...
toda coisa se desfaz...
ter caráter não é questão
de "se"
é questão de "ser"
ciclo

a vida é uns deveres que nós
trouxemos para fazer em casa.
quando se vê, já são 6 horas.
hé tempo...
quando se vê, já é sexta-feira...
quando se vê passaram 60 anos...
agora é tarde demais para ser
reprovado
e se me dessem -um dia- uma
outra oportunidade,
eu nem olharia no relógio.
seguia sempre, sempre em frente...
e iria jogando pelo caminho
a casca dourada e inútil das horas.
visitando mario quintana na tribo...
5.6.09
pouca festa
vi tudo estranho
ouvi palavras demais
senti o toque da pele
de menos
tô com sensação
de noite bem dormida
a noite inteira dessa vida
o desencanto dessa
festa
resta um
sem fim...
ouvi palavras demais
senti o toque da pele
de menos
tô com sensação
de noite bem dormida
a noite inteira dessa vida
o desencanto dessa
festa
resta um
sem fim...
3.6.09
CDA
ou homenagem ao poeta
nesta janela sobre o mar.
o mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
o amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar"
se você estivesse aqui,
lhe mandaria uma mensagem
dizendo das suas palavras em mim.
2.6.09
31.5.09
na beira do mar
...foi na beira do mar,
na beira do mar...
aprendi a jogar
capoeira de angola,
na beira do mar...
domingo
lindo,
dia
vadio
cheio de graça
e alegria.
pessoas gingando
na roda da vida.
"eu quero
que todo sentimento...
de todas pessoas
do mundo
me perfure
para que eu possa
sentir cada um"...
sentir é música...
na beira do mar...
aprendi a jogar
capoeira de angola,
na beira do mar...
domingo
lindo,
dia
vadio
cheio de graça
e alegria.
pessoas gingando
na roda da vida.
"eu quero
que todo sentimento...
de todas pessoas
do mundo
me perfure
para que eu possa
sentir cada um"...
sentir é música...
29.5.09
aleruada

ou uma tormenta
restava pouco da menina
ingênua e deslumbrada.
cresci
de dentro
para fora.
sua chuva de gelo
quebrou a dormência.
você me atissa...
eu, broto intensa.
só sabe da entrega,
quem dá
sua cara à tapa.
... hoje, recebi de presente, a crítica mais consistente, crua e amorosa dos últimos 38 anos... hesiste um hiato entre quem somos e a representação de quem somos...
quem pode com o pote,não segura na rudilha...
27.5.09
mulher
desenvolvo dons adivinhatórios,
decifro sinais,
aconselho,
zelo pela integridade
da comunidade
semeio, colho...
moldo e pinto,
cuido dos animais,
recolho água,
cozinho,
fio e teço,
lavo roupa,
limpo a casa,
recolho frutos,
cuido das crianças,
mimo meu homem.
decifro sinais,
aconselho,
zelo pela integridade
da comunidade
semeio, colho...
moldo e pinto,
cuido dos animais,
recolho água,
cozinho,
fio e teço,
lavo roupa,
limpo a casa,
recolho frutos,
cuido das crianças,
mimo meu homem.
entre o céu e a terra
transito
mediando realidades essenciais.
transito
mediando realidades essenciais.
pensando alto
produzindo o tal documento do concurso
pensei: posso até não passar...
mas o fato de estar elaborando meus conhecimentos, concepções e ações
articuladas à minha trajetória de vida e profissional,
de uma forma mais consistente
no sentido de entender meu processo de construir conhecimentos
acerca do momento histórico, social, político e pessoal no qual estou inserida.
difícil explicar, posto ser uma idiotice...
estar de dentro do vivido, vivendo.
tenho uma sensação de plenitude factral e volátil ,
mesmo assim registro sem medo
o prazer da oportunidade
de pensar alto sobre minhas potencialidades.
pensei: posso até não passar...
mas o fato de estar elaborando meus conhecimentos, concepções e ações
articuladas à minha trajetória de vida e profissional,
de uma forma mais consistente
no sentido de entender meu processo de construir conhecimentos
acerca do momento histórico, social, político e pessoal no qual estou inserida.
difícil explicar, posto ser uma idiotice...
estar de dentro do vivido, vivendo.
tenho uma sensação de plenitude factral e volátil ,
mesmo assim registro sem medo
o prazer da oportunidade
de pensar alto sobre minhas potencialidades.
26.5.09
instinto

De mim
tens o mais puro
instinto carnal.
Sublime, orgônico
Algo em mim é tocado.
Me sinto inspirada
viva e pulsante.
Tenho prazer em saber de sua existência,
me agrada sentir essa conexão.
Pessoas como você...
de algum modo sutil e indireto
reverberam em mim...
Ecoam por ai...
Se misturam em outras pessoas,
formando uma energia
mais bonita nesse planeta.
tens o mais puro
instinto carnal.
Sublime, orgônico
Algo em mim é tocado.
Me sinto inspirada
viva e pulsante.
Tenho prazer em saber de sua existência,
me agrada sentir essa conexão.
Pessoas como você...
de algum modo sutil e indireto
reverberam em mim...
Ecoam por ai...
Se misturam em outras pessoas,
formando uma energia
mais bonita nesse planeta.
25.5.09
deusa gata
23.5.09
desabafo
ou o que é sentido...
meu celular descarregou... minha energia não.
tudo continua remexendo por dentro...
nada de maremoto...
ondas sequenciais que dropo.
sinto sua voz forte-suave
isso me dá calma
me emociona
só não quero o tal desperdício do "ego"
busco sem procurar
a reciprocidade
que não se pede, que não se mede e que não se repete...
viu quanta negação?
precisamos de afirmações sentidas
você é prá mim um amor
desse meu jeito
que penso ser um tipo de defesa...
se for, prefiro continuar assim
como me reconheço,
na fantasia, criativa imaginação
sonho, crio, escrevo...
pode ser insuficiente,
mas hoje é tudo...
até chegar o dia que,
sem perceber ou pensar
estaremos fazendo manobras nas ondas sequenciais...
p.s. em verdade nem quero te ter, posto que já tenho.
nem te tocar desejo, posto que já toquei em sonho...
apenas sinto que posso com você experimentar algo novo...
mais que amar.
meu celular descarregou... minha energia não.
tudo continua remexendo por dentro...
nada de maremoto...
ondas sequenciais que dropo.
sinto sua voz forte-suave
isso me dá calma
me emociona
só não quero o tal desperdício do "ego"
busco sem procurar
a reciprocidade
que não se pede, que não se mede e que não se repete...
viu quanta negação?
precisamos de afirmações sentidas
você é prá mim um amor
desse meu jeito
que penso ser um tipo de defesa...
se for, prefiro continuar assim
como me reconheço,
na fantasia, criativa imaginação
sonho, crio, escrevo...
pode ser insuficiente,
mas hoje é tudo...
até chegar o dia que,
sem perceber ou pensar
estaremos fazendo manobras nas ondas sequenciais...
p.s. em verdade nem quero te ter, posto que já tenho.
nem te tocar desejo, posto que já toquei em sonho...
apenas sinto que posso com você experimentar algo novo...
mais que amar.
22.5.09
azulejo
a chuva me alcança
da sua janela
vejo o mar e a nebulosidade
da mistura
entender o movimento
sentir a lição da espera,
o rítmo
escolher planos
deslocar o espaço
tudo tem sensação de vertigem
no precipício me atiro.
da sua janela
vejo o mar e a nebulosidade
da mistura
entender o movimento
sentir a lição da espera,
o rítmo
escolher planos
deslocar o espaço
tudo tem sensação de vertigem
no precipício me atiro.
espelho
através de voce
crio um "romance"
a paisagem, um lugarejo
sem tempo nem lugar
sua janela
nossa casa
um circo no quintal
as dunas como jardim...
nesse tempo
meio "minas"
esse é o clima.
crio um "romance"
a paisagem, um lugarejo
sem tempo nem lugar
sua janela
nossa casa
um circo no quintal
as dunas como jardim...
nesse tempo
meio "minas"
esse é o clima.
21.5.09
zangado
fórmula mágica
como fazer dessa emoção
um caminho de transformação?
como não se deixar levar pelo embaço das lágrimas?
ouvindo racionais sinto o drama
"um rosto na multidão...
família brasileira, dois contra o mundo..."
são muitas palavras que falam da experiência,
que dizem o indizível
salve, salve...
o som, a palvra, o verso
um caminho de transformação?
como não se deixar levar pelo embaço das lágrimas?
ouvindo racionais sinto o drama
"um rosto na multidão...
família brasileira, dois contra o mundo..."
são muitas palavras que falam da experiência,
que dizem o indizível
salve, salve...
o som, a palvra, o verso
20.5.09
falta
sinto falta de teus olhos
queria teu sorriso na minha boca
pena o desejo não ter rumo
e vagar por outras paragens
se essa rua fosse minha
nela faria garagem
queria teu sorriso na minha boca
pena o desejo não ter rumo
e vagar por outras paragens
se essa rua fosse minha
nela faria garagem
em mim
ou a visão de mim por uma amiga
“A FURIA DA BELEZA”
Elisa Lucinda
Estupidamente bela
a beleza dessa Maria-sem-vergonha rosa
soca meu peito esta manhã!
Estupendamente funda,
a beleza, quando é linda demais,
dá uma imagem feita só de sensações,
de modo que, apesar de não se ter a consciência deste todo,
naquele instante não nos falta nada.
É um pá. Um tapa. Um golpe.
Um bote que nos paralisa, organiza,
dispersa, conecta e completa!
Estonteantemente linda
a beleza doeu profundo no peito essa manhã.
Doeu tanto que eu dei de chorar,
por causa de uma flor comum e misteriosa do caminho.
Uma delicada flor ordinária,
brotada da trivialidade do mato,
nascida do varejo da natureza,
me deu espanto!
Me tirou a roupa, o rumo, o prumo
e me pôs a mesa...
é a porrada da beleza!
Eu dei de chorar de alegria funda,
quase tristeza.
Acontece às vezes e não avisa.
A coisa acontece e abre um portal.
É uma dobradura do real, uma dimensão dele,
uma mágica a queima-roupa sem truque nenhum.
Porque é real.
Doeu a flor em mim tanto e com tanta força
que eu dei de soluçar!
O explendor do que vi era pancada,
era baque e era bonito demais!
Penso, às vezes, que vivo para esse momento
indefinível, sagrado, material, cósmico,
quase molecular.
Posto que é mistério.
Descrevê-lo exato perambula ermo
Dentro da palavra impronunciável.
Sei que é dessa flechada de luz
que nasce o acontecimento poético.
Poesia é quando a iluminação zureta,
bela e furiosa desse espanto
se transforma em palavra!
A florzinha distraída
existindo singela na rua paralelepípeda esta manhã,
doeu profundo como se passasse do ponto.
Como aquele ponto do gozo,
como aquele ápice do prazer
que agente pensa que vai até morre!
Como aquele máximo indivisível,
que, de tão bom, é bom de doer,
aquele momento que agente pede pára
querendo e não mais podendo mais querer,
porque mais do que aquilo
não se agüenta mais,
sabe como é?
Violenta, às vezes, de tão bela, a beleza é!”
“A FURIA DA BELEZA”
Elisa Lucinda
Estupidamente bela
a beleza dessa Maria-sem-vergonha rosa
soca meu peito esta manhã!
Estupendamente funda,
a beleza, quando é linda demais,
dá uma imagem feita só de sensações,
de modo que, apesar de não se ter a consciência deste todo,
naquele instante não nos falta nada.
É um pá. Um tapa. Um golpe.
Um bote que nos paralisa, organiza,
dispersa, conecta e completa!
Estonteantemente linda
a beleza doeu profundo no peito essa manhã.
Doeu tanto que eu dei de chorar,
por causa de uma flor comum e misteriosa do caminho.
Uma delicada flor ordinária,
brotada da trivialidade do mato,
nascida do varejo da natureza,
me deu espanto!
Me tirou a roupa, o rumo, o prumo
e me pôs a mesa...
é a porrada da beleza!
Eu dei de chorar de alegria funda,
quase tristeza.
Acontece às vezes e não avisa.
A coisa acontece e abre um portal.
É uma dobradura do real, uma dimensão dele,
uma mágica a queima-roupa sem truque nenhum.
Porque é real.
Doeu a flor em mim tanto e com tanta força
que eu dei de soluçar!
O explendor do que vi era pancada,
era baque e era bonito demais!
Penso, às vezes, que vivo para esse momento
indefinível, sagrado, material, cósmico,
quase molecular.
Posto que é mistério.
Descrevê-lo exato perambula ermo
Dentro da palavra impronunciável.
Sei que é dessa flechada de luz
que nasce o acontecimento poético.
Poesia é quando a iluminação zureta,
bela e furiosa desse espanto
se transforma em palavra!
A florzinha distraída
existindo singela na rua paralelepípeda esta manhã,
doeu profundo como se passasse do ponto.
Como aquele ponto do gozo,
como aquele ápice do prazer
que agente pensa que vai até morre!
Como aquele máximo indivisível,
que, de tão bom, é bom de doer,
aquele momento que agente pede pára
querendo e não mais podendo mais querer,
porque mais do que aquilo
não se agüenta mais,
sabe como é?
Violenta, às vezes, de tão bela, a beleza é!”
18.5.09
frágil
nomes
queria escrever das palavras
queria saramargar
anos luz de solidão,
crônica de uma vida anunciada
encontros...
todos eles reunidos...
machado, drummond, fontela
hesse, gaiman, antunes, leminski...
bantock, medeiros, araújo, ulhoa,
canclini, kundera, herbert, freire, reich...
barbosa, poe, claval, chaui, jung, campbell...
queria escrever da poesia de
todos os nomes que me povoam...
queria saramargar
anos luz de solidão,
crônica de uma vida anunciada
encontros...
todos eles reunidos...
machado, drummond, fontela
hesse, gaiman, antunes, leminski...
bantock, medeiros, araújo, ulhoa,
canclini, kundera, herbert, freire, reich...
barbosa, poe, claval, chaui, jung, campbell...
queria escrever da poesia de
todos os nomes que me povoam...
movimento
os olhos dos outros
levitam sobre mim
estão aqui e se foram
o inesgotável movimento,
ordenamento do chamado real
fomos longe demais
sem nunca sairmos daqui
vai... sai de mim
saudade do que não sei
memória do inexistente
os olhos dos outros
levitam sobre voce...
se foram e continuam ai
ordenamento inesgotável
do movimento chamado real
nunca saimos de lá
e fomos longe demais
vem...fica em mim
saudade do que existe
memória do que sei
levitam sobre mim
estão aqui e se foram
o inesgotável movimento,
ordenamento do chamado real
fomos longe demais
sem nunca sairmos daqui
vai... sai de mim
saudade do que não sei
memória do inexistente
os olhos dos outros
levitam sobre voce...
se foram e continuam ai
ordenamento inesgotável
do movimento chamado real
nunca saimos de lá
e fomos longe demais
vem...fica em mim
saudade do que existe
memória do que sei
14.5.09
vermelho
12.5.09
depoimento
menino de meus olhos, preciso dizer da bandeira que vejo...
pode até ser delírio... um a mais que importa, sou intensa e preciso...
nossos filmes são diferentes... nem por isso ignore os enredos...
amamos o cinema da vida... isso de certa maneira, nos torna cumplices...
não tema e nem dê corda à seu narcisismo pelo avesso
continue quieto se assim satisfaz...
não é qualquer ausência de gesto que alimenta meu desejo...
o alimento vem de mim...
que vejo a prosa vertida em palavras sentidas,
virando verso,poesia sem rima, palavra narcisa
que me reflete em você
pode até ser delírio... um a mais que importa, sou intensa e preciso...
nossos filmes são diferentes... nem por isso ignore os enredos...
amamos o cinema da vida... isso de certa maneira, nos torna cumplices...
não tema e nem dê corda à seu narcisismo pelo avesso
como se você não gostasse de se ver refletido
existe empatia...continue quieto se assim satisfaz...
não é qualquer ausência de gesto que alimenta meu desejo...
o alimento vem de mim...
que vejo a prosa vertida em palavras sentidas,
virando verso,poesia sem rima, palavra narcisa
que me reflete em você
vadiagem
meu corpo é assim
tem formas intangíveis
para a maioria
ele chega me atinge e preenche
quase poderia...
encontro prazeres
que quero sentir com você
quero ser sua adorável "Doró"
a fonte do seu equilíbrio
e o veneno escolhido
para ser vagarosamente
ingerido até o último suspiro
quando estivermos bem velhos
vadiando ainda juntos
estou a mercê das emoções mais inesperadas,
são os efeitos colaterais do que falta
do que não se apresenta
desse morrer bonito todo dia
que é vida
esse "alfinim" que qualquer mexidinha a mais
pode botar a perder
tenha zelo seu moço, por minha "paisagem interior"
tem formas intangíveis
para a maioria
ele chega me atinge e preenche
quase poderia...
encontro prazeres
que quero sentir com você
quero ser sua adorável "Doró"
a fonte do seu equilíbrio
e o veneno escolhido
para ser vagarosamente
ingerido até o último suspiro
quando estivermos bem velhos
vadiando ainda juntos
estou a mercê das emoções mais inesperadas,
são os efeitos colaterais do que falta
do que não se apresenta
desse morrer bonito todo dia
que é vida
esse "alfinim" que qualquer mexidinha a mais
pode botar a perder
tenha zelo seu moço, por minha "paisagem interior"
resposta
chega de tanta poesia...
acordo inspirada
penso em arte
escrevo
quero falar de outro assunto...
parece vício
precipício...
será ofício?
acordo inspirada
penso em arte
escrevo
quero falar de outro assunto...
parece vício
precipício...
será ofício?
capital social
ou verbete
"teoria que analisa economicamente os rendimentos do amor, da sinergia e da reciprocidade"
inspirada pela palestra da clarissa diniz, no 8 de maio
"teoria que analisa economicamente os rendimentos do amor, da sinergia e da reciprocidade"
inspirada pela palestra da clarissa diniz, no 8 de maio
9.5.09
sempre

ame
forte, fraco
certinho, bagunçado
colorido
mude o sentido
ame sempre muito
de qualquer forma
ame
é um mantra
uma canção
minha respiração
ameameameameame
incompleto,
sem frescura
ame
respire, dê um tempo
cansa, eu sei
mesmo assim
persista, sinta
ame
vai, continua
tá dando um barato
é uma loucura
se entregue
ame
vira emoção
sem você perceber
quando se der conta
a vertigem acaba
só resta amor
e você sorrindo
dizendo
.amo.
divino
ou a vertigem de amaracordei sozinha e feliz.
a lua cheia me afeta,
sou mundana e ele também.
nossos corpos dançaram juntos/separados
isso é amar...
ver o desejo que não é seu, sentir prazer, compartilhar...
o encontro é assim... acontece
"muito amor, muito veneno, prá pouco lugar"
se isso é coisa divina eu quero pecar...
me carinhe em outro corpo...
qualquer dia tudo muda,
nada é nunca,
na fonte do desejo que não seca...
8.5.09
não ver
o menino tão cego...
só via impossibilidades.
conseguirá ampliar
os SENTIDOS?
ama tanto...
mas só serve a dor
de não ser amado...
lerá um dia em braile?
dançar
qual o quê...
ou o silêncio que não foi perguntado
quem você pensa que é
para fala de desejo?
poderia ter respondido verdades...
que senti antes de pensar,
que sou mulher mandingueira,
que trago em mim contradições
das mais variadas...
poderia ter dito qualquer coisa...
mas ele nada perguntou...
no dia que me preparei para que me amasse.
quem você pensa que é
para fala de desejo?
poderia ter respondido verdades...
que senti antes de pensar,
que sou mulher mandingueira,
que trago em mim contradições
das mais variadas...
poderia ter dito qualquer coisa...
mas ele nada perguntou...
no dia que me preparei para que me amasse.
7.5.09
o circo, a roda e nós
Estamos aprendendo a diologar, exercitando falar e sermos ouvidos, nos mostrando e vendo uns aos outros. Nosso encontro cria possibilidades de crescimento, posto que estivemos juntos, mesmo na hora do confronto entre iguais, que não concordam em tudo. Somos frutos de tradições modernas e autoritárias e de princípios capitalistas insustentáveis.
Ainda assim nossas sementes germinam um aqui-agora sem medo de ser quem somos, do quão livres desejamos ser. Estamos mudando nosso cotidiano na relação com nosso corpo, nossa alimentação, ócios,desejos e na relação com os outros.
Nos grupos e comunidades das quais fazemos parte, sempre é trabalhoso se harmonizar com tanta gente diferente, sem perder o núcleo das identidades individuais e coletivas.
“ não espero o dia em que todos concordemos. apenas sei de diversas harmonias bonitas e possíveis sem juízo final” C.V.
Em mim, que vim aqui com tesão somático de viver e criar, levo marcas de gente variável, circense... angoleira, maliciosa e mandingueira, que trás muito axé em sua capanga...e assim, o amor de amar com sua "asa aberta" sobre nós vem se chegando... dizendo... ame
sentido antes, durante e depois da participação no Olonimó em Aracajú-SE.
orientação
ou receita de artista
incrível... ele disse, interessante... tem uma coisa ai, bem legal...
pesquise isso, aquilo, veja tal artista... essa performance... aquela outra...
dê atenção ao registro...
papo gostoso e fluido...
o que mais gostei foi o óbvio:
arrisque, continue fazendo...
o tempo, o espaço e a pessoa...
tudo diz qual é o incômodo
tudo diz, da sua fala para o mundo...
veja/perceba/sinta.
seja artista, sendo!
menageatout le artist
incrível... ele disse, interessante... tem uma coisa ai, bem legal...
pesquise isso, aquilo, veja tal artista... essa performance... aquela outra...
dê atenção ao registro...
papo gostoso e fluido...
o que mais gostei foi o óbvio:
arrisque, continue fazendo...
o tempo, o espaço e a pessoa...
tudo diz qual é o incômodo
tudo diz, da sua fala para o mundo...
veja/perceba/sinta.
seja artista, sendo!
menageatout le artist
lágrimas
não consigo esquecer seus olhos...
vira e mexe vejo o brilho intenso desse olhar...
resolvi escrever.
preciso...

amar, é assim um desafio...
tenho me lançado nesse mar bravio,
sem âncora nem paradeiro... ai...ai...
vou eu poetizando a dor...
era disso que queria falar...
da dor de amar em palavras...
queria abraçar você e fazer passar...
é isso...
coisa de empatia...
coisa de gente que sente, que um dia... passa...
ai vontade de chorar...
vira e mexe vejo o brilho intenso desse olhar...
resolvi escrever.
preciso...

amar, é assim um desafio...
tenho me lançado nesse mar bravio,
sem âncora nem paradeiro... ai...ai...
vou eu poetizando a dor...
era disso que queria falar...
da dor de amar em palavras...
queria abraçar você e fazer passar...
é isso...
coisa de empatia...
coisa de gente que sente, que um dia... passa...
ai vontade de chorar...
6.5.09
inteira
quando digo:
ame
estou falando corpo...
dizendo corpos relacionais!
até onde vai nossa percepção?
esses são meus ais...
ficatudoembaralhado
esse desejo é seu ou meu?
nesse projeto de vida
quem cedeu mais e por quais motivos?
perguntas demais
para alguém que sempre amou
e que hoje está amando inteira
pela metade
ame
estou falando corpo...
dizendo corpos relacionais!
até onde vai nossa percepção?
esses são meus ais...
ficatudoembaralhado
esse desejo é seu ou meu?
nesse projeto de vida
quem cedeu mais e por quais motivos?
perguntas demais
para alguém que sempre amou
e que hoje está amando inteira
pela metade
3.5.09
uma coisa que não tem nome
olhando os meus pensados
tô com sensação de despedida
homenageando
gente em vida...
conversa do carro nº 01
ou conversa de elefante I
_como é que começou?
_achei que o farol estava baixo e perguntei...
_hum... dai eu mexi, abaixe, aumentei e desliguei os faróis... depois perguntei como se fosse um truque: _ viu o que sei fazer? riso...
_lombada a 100km... riso... 100 m!
_ agradecida, meu co-piloto.
_é você que cuida dele assim?
_ é... minha carrocinha...
_é uma relação de amor e ódio, né?!
_... até que não...porque quando eu amo, amo até quando é ruim...
_fiz o truque dos faróis novamente: _viu o que eu sei fazer?riso... e perguntei como tudo começou...
homenagem a graça da vida... no caminho com adolfo, voltando de pium
homenagem ao amor, que deveria ser amado mesmo quando é complicado
_como é que começou?
_achei que o farol estava baixo e perguntei...
_hum... dai eu mexi, abaixe, aumentei e desliguei os faróis... depois perguntei como se fosse um truque: _ viu o que sei fazer? riso...
_lombada a 100km... riso... 100 m!
_ agradecida, meu co-piloto.
_é você que cuida dele assim?
_ é... minha carrocinha...
_é uma relação de amor e ódio, né?!
_... até que não...porque quando eu amo, amo até quando é ruim...
_fiz o truque dos faróis novamente: _viu o que eu sei fazer?riso... e perguntei como tudo começou...
homenagem a graça da vida... no caminho com adolfo, voltando de pium
homenagem ao amor, que deveria ser amado mesmo quando é complicado
conversa de elefante
sei você não quer ouvir
sei não te interessa
sei mais tenho que correr o risco
sabe de uma coisa, gosto de você
sei , não lhe apetece...
sei, é estranho
sabe te convidaria até para
ir naquela montanha mais perto...
sei, não acredita...
sei, não está a fim...
viu? lhe convidei
sei, prefere ficar em casa...
sei, sei
sabe, essa história já tá cansando
sei, devo desistir
viu? um sorriso...
lhe apeteceu...
visitando ledos enganos meras referências
sei não te interessa
sei mais tenho que correr o risco
sabe de uma coisa, gosto de você
sei , não lhe apetece...
sei, é estranho
sabe te convidaria até para
ir naquela montanha mais perto...
sei, não acredita...
sei, não está a fim...
viu? lhe convidei
sei, prefere ficar em casa...
sei, sei
sabe, essa história já tá cansando
sei, devo desistir
viu? um sorriso...
lhe apeteceu...
visitando ledos enganos meras referências
chuva

a. queda.. esvazia... de.... sentido
todo...... ato....... inspirador
é......... como.......... procurar........... abrigo
numa............. toca............. de.............. ouriço
existe.............. proteção................. ali
só.................................. para ele
o drummond que tava certo
escrever não tem nada de poético...
todo...... ato....... inspirador
é......... como.......... procurar........... abrigo
numa............. toca............. de.............. ouriço
existe.............. proteção................. ali
só.................................. para ele
o drummond que tava certo
escrever não tem nada de poético...
....................................................
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..............................................
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...............................
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2.5.09
efeito colateral
tenho grande apreço pela cultura intelectual,
mas não confio muito em seus efeitos.
me devore através das palavras
remexa por dentro
transforme em poesia
e ame,
pois minhas palavras vão cair como chuva em você.
mulher interrompida
hora do almoço
cozinhar para um amor é bom...
se come e é comido
o encanto é não falar
e ser
o encanto é não querer
e ter
se come e é comido
o encanto é não falar
e ser
o encanto é não querer
e ter
um fotógrafo

ou homenagem ao olhar
aprendi que olhar de gente é que fotografa...
minha máquina é bem simples, meu olhar complexo e caleidoscópico
quase alucinação...
vejo, luzes, sombras, réstias...
vejo corpos transformados com o tempo
a máquina dele é muito boa,
mas seu olhar é muito mais
marcelo isola imagens de retina e compartilha
marcelo isola compartilhando...
esse paradoxo de exercício
do olhar e liberdade
em qualquer lugar
esse interesse nas possibilidades
de ser gente...
senti na pele
o arrepio do encontro
desse olhar...
moço, grande, bonito e aventureiro
com viço pra vida...
agradecida
visitando linhaimaginaria.com
aprendi que olhar de gente é que fotografa...
minha máquina é bem simples, meu olhar complexo e caleidoscópico
quase alucinação...
vejo, luzes, sombras, réstias...
vejo corpos transformados com o tempo
a máquina dele é muito boa,
mas seu olhar é muito mais
marcelo isola imagens de retina e compartilha
marcelo isola compartilhando...
esse paradoxo de exercício
do olhar e liberdade
em qualquer lugar
esse interesse nas possibilidades
de ser gente...
senti na pele
o arrepio do encontro
desse olhar...
moço, grande, bonito e aventureiro
com viço pra vida...
agradecida
visitando linhaimaginaria.com
1.5.09
papoulas insanas
lendo palavras da [r]enata
me achei sentimental
sempre me permito...
não sou mais outra de mim
todo desejo
é meu mesmo
não posso negar
me achei sentimental
sempre me permito...
não sou mais outra de mim
todo desejo
é meu mesmo
não posso negar
lá fora flores...
aqui dentro amores...
sou cores em profusão
todo encontro
é sorriso
basta se olhar com atenção
visitando verso poti
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Seguidores
quem sou eu?
- ni
- as definições, as conceituações, me entram, como se diz, por um ouvido e saem pelo outro... sou.






.apropriação do poema visual"genocídio" de avelino de araújo. 




















