28.9.11

eu canto na chuva

céu cantando
diz que nesse mundo enganador
paz não quer dizer amor...

paciência

o que se pode esperar depois da ação?

secular

93 vidas
93 anos
93 mortes

alice não tem mais cinco anos

enquanto o alce bebe água, o coração da mocinha que fala tranquila e elegantemente ao telefone sangra.
na espreita para pular na toca o coelho se posiciona para dentro da imagem.
enquanto isso as borboletas saem de cena...

27.9.11

milagre particular

ou A arte de ser degradável


(O coração bate forte, escrever me salva.)

Sentia por aqueles tempos que havia morrido e renascido.

Por tempos de renascimento se passam coisas maravilhosas, milagres acontecem.
Milagres sempre acontecem, basta se saber ver.
Aceitou o milagre de sentir o corpo degradávelmente vivo.
 Morrer é da vida e também renascer... 



"Atenção para o refrão: É preciso estar atento e forte... Não temos tempo de temer a morte"...

3.8.11

filme particular em universo amplo

quisera cada espelho
fosse um portal
que se abrisse ao que somos
quisera ver-nos agora

16.6.11

teimosia

quando digo vírgula
e vc ponto
pode até ser...
mas se eu digo ponto...é ponto.

começo

a história começa
com palavras e ações.

from now on

sempre tem sido
voce é voce e eu sou eu
de agora em diante
é eu sou eu
voce já não sei quem foi.

9.6.11

brava

para aquecer um coração
palavras de poeta incendiário.
águas dos olhos evaporam
fica sal de tanto mar.

incendiária

a condição de ser consciente
hoje me faz triste
o outro não existe?
a mim me basto?
seguir me acompanhando
é a alegria que escolho.
por livre e expontânea condição.
o fogo que aquece também incendeia.

6.6.11

transitoriedade

aceito
este silêncio
aceito este deus ausente
(aceito essa deusa presente)
esparramando em pedras
(esparramando flores e estrelas)
aceito
este tempo moroso
(aceito esse tempo fulgaz)
que exaspera monges
(que exaspera até aos mais superficiais)
este ritmo que esquarteja toda esperança
(este ritmo que implora o perdão)
aceito este tempo em que nada acontece
( aceito esse tempo em que tudo acontece)
aceito
ilha que sou
(aceito oceano que sou)
tesouros submersos
aceito toda espera
seus rumores
aceito emoções descarriladas
aceito arrancar minha roupa
expor meu sexo
minha dor involuntária
(minha alegria escolhida)
aceito compor em silêncio
uma sinfonia
interminável
aceito a perplexidade
de um caminhar vazio
(cheio de tudo)
tudo aceito
aceito
não entender tanta dor
(perdoar tanta dor)
aceito este corpo perecível
(aceito esse corpo eterno que se reproduz)
aceito as respostas que não entendo
(e as respostas que não tenho)
aceito
o inútil pão exposto
jamais devorado
(aceito todo desejo)
aceito
este meu olhar vazio
(aceito esse olhar devaneio)
o sonhar
(o agir)
aceito
aceito
aceito
por que não?
este doce e terrível sangrar
aceito
o louco carrossel insano
desgovernado
desobediente
que nos comanda
aceito
o amor
(aceito o amor e basta)
só isso me basta

5.5.11

ao longo dos séculos

o grau espiritual de uma pessoa só depende do que ela tem dentro do coração, no que eu chamo de foco intimo da intenção, o centro secreto de onde emanam as intenções que movem nossos atos na vida.


se voce quer aqui, algo absoluto, absolutamente aqui... não existirá!

20.4.11

malandragem dá um tempo

eu sou malandro
só prá ver como é que é.
porque malandro
tem que ter fé.
saber usar a cabeça e o pé...

19.4.11

o gato por dentro

o gato branco simboliza a lua prateada que se intromete nos cantos e purifica o céu para o dia seguinte.
o gato branc pela lua prateada.
o é "o limpador", ou "o animal que limpa", descrito pela palavra em sânscrito Margaras, que significa "o caçador que segue a trilha; o investigador; o rastreador ágil".
o gato branco é o caçador e o matador, e seu caminho é iluminado
todos os lugares e pessoas escondidos nas sombras são revelados sob essa luz suave inexorável.
você não consegue afastar seu gato branco porque seu gato branco é você.
não pode se esconder de seu gato branco, porque seu gato branco se esconde com você.

" nós gatos nascemos livres, mas gostamos de segurança e conforto"

14.4.11

clara [é] a noite

era escuridão
tão salpicada de estrelas
que era clara.

silêncio molecular

ouvem poesias
quando não dizem palavra.
apenas o silêncio das moléculas
deles vibrando.

trilha sonora

no hinário
da igreja dos prazeres e para além dos prazeres
se canta rita lee.

13.4.11

muviola

o sol brilha prá nós
e sabemos que um dia
tudo vai se acabar
e só vai ficar
o que a gente irradia...

deixar-se[ser]

naquele dia decidiu-se a ter todo o tempo e seguir pelo mundo.

10.4.11

mais do mesmo

a revolução restaura o soberano
e restaura a opressão.

matéria

as subjetividades
tem força de materialidade.

1.4.11

para além do princípio do prazer

-quando vai começar?
-não é assim tão simples. primeiro você tem de estar pronto.
- creio que estou.
- isso é uma brincadeira... você tem de brincar até não haver mais dúvida... e então o encontrará.
-tenho de preparar-me?
- não. só tem de brincar. pode desistir de tudo, depois de algum tempo. você se cança facilmente. brincar de viver exige um intento muito sério.


22.3.11

ao eco do nosso sangue

- ei, você tá contando diferente! não vale! alguem reclamou...
-esse é o jeito de minha mãe contar a história.
nisso uma criança que acabara de perder a mãe em circunstâncias trágicas, e que jamais havia mencionado a perda ou a dor, afirmou categoricamente:
-minha mãe morreu e virou um anjo que me protege.
- bobagem! disse um coleguinha impiedoso. - quem morre vira caveira e, depois, pó. foi meu pai quem disse!
a professora fechou o livro e, lenta e cuidadosamente, atraiu a menina para si:
- minha mãe diz que a gente morre, nasce de novo, morre nasce de novo, até aprender tudo que precisa. afirmou uma criança.
- meu pai tem cabelos brancos, será que ele vai morrer? perguntou outra.
- se ele morrer, depois fica pertinho de você só que invisível.
-não, tá errado! quem morre vira passarinho, depois coelho e cachorro.
-não é isso! quem morre vira alma e vive pra sempre nas nuvens.
todos expressaram suas hipóteses, até que uma perguntou:
-o que vc acha?
-eu acredito em tudo. a gente vira pó, vira alma, morre e nasce de novo.
alguem bateu na porta e a roda se dissipou e as crianças se levantaram satisfeitas em sua sabedoria infantil, sem necessidade de uma resposta para o mistério da vida e da morte.
..................................................................................................................

ao terminar de ler o pequeno registro que acabo de adaptar, chorei.
enquanto chorava o telefone tocou e meu amor noticiou a morte do filho de uma amiga nossa, dessas amigas que fazem parte da vida sem que nela esteja sempre. mas daquelas amigas que são energias que se entrelaçam na dança da vida, nas celebrações.
chorei sua dor.

enquanto isso, meu filho assistia um desenho em que duas menininhas visitavam a avó que completava 100 anos. de presente levaram uma fotografia em que o avô estava entre elas. a avó ficou emocionada. quando elas foram embora, a avó guardou cuidadosamente a fotografia no álbum da família e segundo o narrador da história " se preparou naquela noite para reencontrar seu marido"...
as menininhas aparecem na sequência com duas mudas de carvalho que irão plantar em homenagem aos avós falecidos.

penso na morte como o mistério da vida.
é preciso cultivar a atitude das crianças, de sentir o mistério sem querer respondê-lo. sei que muitos de nós, não foram ensinados assim... mas podemos aprender.

16.3.11

expontaneísmo libertário

ou a liga das coisas livres
diversão
compromisso
e honestidade


9.3.11

discernimento

do significado da palavra não sei exatamente.
a mim parace como saber de quem são os fantasmas...
cada susto sem graça, que se passa.

6.3.11

igual você

desaprendendo para viver em um mundo novo.

"quando as verdades são evidentes e contraditórias, você não pode nada, se não mudar a linguagem"

http://www.igualvoce.wordpress.com/

tom zé

tá pensando que nariz de porco é tomada?
tá pensando que beiço de jumento é (não lembro...)
rapadura é doce mas não é mole.
(ou não! e a rapadura batida?)

natal

um pequeno pedaço do paraíso [perdido].

chinfra

elvis não morreu.
ele é meu marido!

mexer no lugar

propor estagnações e movimentações.
(in) certo movimento de se plantar.

desprazer de viver

medo do desconhecido
covardia
egoismo
desespero
agonia

28.2.11

proposta

quando for passa lá na minha rede.

24.1.11

ni'zinga

vivendo e aprendendo a gingar...
nem sempre batendo.
nem sempre apanhando.
aprendendo a gingar.


" vivendo e aprendendo a jogar, vivendo e aprendendo a jogar. nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas, aprendendo a jogar...em casa de ferreiro que com ferro se fere é burro."

descoberta

a ignorância
é maravilhosa.
a sabedoria também.
a ignorância
é maravilhosa.
a consciência também.
e assim por diante...
ou malandro que é malandro
é honesto
só por malandragem.
e assim por diante.

então, isso é pouco?

a percepção deixou de ser o foco.
no foco está o devaneio.
sonhar consciente.
agir de acordo com todas as camadas.
( você sabe a resposta mamãe?)

19.1.11

down the wather

ou longo mergulho

existem limites em qualquer movimento.
praticar o folêgo é um deles.

23.12.10

de que vale o céu azul

para azular o mar de lágrimas que tenho nos meus olhos de alegria triste.

eu não acho mais graça

eu juro que nem dou bola para as vozes.
mas elas continuam falando.

como um zunido na minha orelha... ou qualquer coisa pentelha, sobre as vidas alheias e como elas são feias...

necessidade

o conforto do teu corpo.

16.12.10

fogo

aqui dentro um vulcão.
ardo.

terra

em terreno fértil
enraizo.
cresço.
floreço.
frutifico.

15.12.10

água

aqui dentro um pranto me inunda.
me afogo.

14.12.10

a boba

que poderia fazer se era bocó de mola!?

arquiteta

o vício é construir a narrativa da história

coisa estranha

deitada num quarto escuro.
ela e a luz da tela em branco.
na mente do corpo são.

de como dizer do indizível

como dizer:
sinto muito tudo.

sobre a imaginação

sempre vivi em liberdade
mas o que sempre quis foi
prisão perpétua.

13.12.10

forças de aprumo

achei bachelard bem humorado...
" decidimos portanto começar pelas imagens da dureza. aliás, se fosse preciso dizer tudo sobre uma escolha bem assente entre as imagens de mole e duro, faríamos muitas confidências sobre a nossa vida íntima" ahá.
"a terceira parte do primeiro livro comporta apenas um capítulo. nele tratamos de uma psicologia da gravidade. é um problema que deve ser tratado duas vezes: uma primeira vez, em psicologia aérea, como tema de vôo, uma segunda vez, em psicologia terrestre, como tema de queda." ahá.

estou apaixonada!

revisitando clarice

composta por urgências ingênuas,
minhas alegrias são intensas;
minhas tristezas, absolutas.
entupia-me de ausências,
me esvaziava de execessos.
eu não caibo só no estreito, nem só vivo nos extremos.
eu caminho equilibrada em cima de uma linha tênue entre a lucidez e a loucura.
o que tenho de mais obscuro é o que me ilumina,
e minha lucidez
é que é perigosa.

sobre a diversão

a vida é assim um exercício de paciência atenta.
há que se responder sempre as mesmas perguntas sem resposta.
há que se divertir no paradoxo da situação.
paciência é diversão.

escatológica

no meio de tanta merda que escrevo.
vez por outra até que sai a bosta de um poema.


merda é ouro.cagam reis e cagam fadas.não há merda nenhuma no mundo que valha a bosta da pessoa amada.

confissão

já escrevi só um cadinho da minha vida.
o mais é tudi invenção.
gosto de prozear.
só isso!
uai.

sobre a palavra

o menino grita:
 FORÇA!
a mãe se concentra na imagem
da cena.

exagerada

em poema
declaro
minha condição de
casada.
o amo-lhe.

"isso é um excesso de maravilhabilidade. palavras do esteta"

10.12.10

escrever sem esperança

a ingenua pensava que não era presunção, compartilhar sabedoria.
se sabedoria é experiência, se compartilha?

1.12.10

sobre a tristeza

basta algumas perguntas fortes.
uma pequena dose de abandono.
e ela toma conta de tudo.


"como contar o que não pode ser contado? como preservar a incompreensibilidade do que é incompreensível? como evitar a traição do evento pela compreensão? e a traição de si? será´possivel escrever num modo não simbólico? será possível repetir com palavras uma forma de conhecimento perpetuamente adiado? será possível casar, afinal, o imaginário e o real? quem é capaz de ser testemunha de si? como evitar a sedução da narrativa? como escapar do que é bonito? como deslocar o domínio da escrita para além do artesanato e da dominação? como escrever tudo isso com palavras? como chegar a esse conhecimento do que não se deixa apreender pelo pensamento, nem pela memória, nem pela fala? quais são os limites da representação? quando o que está em jogo não é só uma questão de técnica, mas de escrúpulos? como fazer coincidir a narrativa e o pensamento? quais são os limites da metáfora? será possível reter a primeira impressão como a primeira impressão? será possível estar presente à nossa própria vida? como combater o sentimento de não sentir mais nada? como traduzir tudo isso em palavras? como traduzir?"

enjoy the silence

"no hay banda"

sinto pulsão de palavrear.
há momentos que escrevo cartas para uma amiga distante.
noutros, converso com algum amigo de perto.
até para o esposo, já escrevi.
só discurso .
 por vezes, alguma palavra escapa na forma de poema.
no mais, nada de concreto atesta que palavreei.
 no mais,silêncio absoluto.
amo.


a curadora

encontrei pela primeira vez
uma crítica de arte
afetiva no discurso da ação.
encontrei mais uma parte do espelho
da arte.

28.11.10

conto sobre o mistério do desconhecido

a casa silencia sem a presença dele.
toda casa silencia sem a presença do dono.
dono porque a casa gostou dele.
nem todo dono tem a casa que gosta
ou nem toda casa tem o sono que merece.
nossa casa dorme bem.

olhava os livros e ouvia o silencio sem ele.
livros lhe significavam tanto quanto pessoas.
coisa até de mais um tanto.
os títulos
 contavam uma possível história de seus maiores conhecimentos:
mistérios do desconhecido, quadrinhos e livros de arte.

ela conhecia quase nada...

(ainda o filme lhe dava umas espetadas na consciencia do possível devaneio... imagina! isso ser tudo um sonho...)

22.11.10

a origem

estamos sonhando?

o filme fala de espionagem industrial. sabotagem.
o argumento diz que através dos sonhos, somos capazes de acessar nosso segredo.
o segredo, é uma idéia simples e fixa.
que ecoa por dentro mesmo que não se ouça.
através da manipulação do sonhar,
uma equipe (transdisciplinar) cuida dos elementos necessário ao processo de intromissão no sonhar de outra pessoa.
paradoxal e muito simples.
mesmo assim, o seu próprio sonhar dentro do sonho alheio, acessa seu próprio segredo.
mágica.
esse é o método. manipular conscientemente a matéria.





21.11.10

raios

toda luz verte sombras.
essa também.
raios de luz
 concentrados
vertem aqui.
aqui, onde até as sombras são leves.

15.11.10

capacidades

entrega
perseverança


"quem é capaz de sofrer intensamente, também pode ser capaz de intensa alegria"

sobre a felicidade

"mas já existem demais os que estão cansados.
minha alegria é aspera e eficaz, e não se compraz em si mesma, é revolucionária. todas as pessoas poderiam ter essa alegria mas estão ocupadas demais em ser cordeiros de deuses."

14.11.10

instinto

só fazia o que o corpo sentia.
parece passado.
mas é presente...
perfeito.

sal da terra

desfazia o ultimo achado.
foi quando se deu conta, que era a derradeira presença dele.
parou, admirou bem o mistério das coisas tão óbvias.
o sertão virou mar no seu coração.


descançar os olhos, olhar e ver... clarear de vez... lumiar

fuga

se distraia das fraquezas, edificando.
crescera, agora fugir só se for para dentro.


anda, vamos precisar de todo mundo... um mais um é sempre mais que dois...


13.11.10

nostalgia do absoluto

a constatação
que o nada
ocorre...

5.11.10

veia artística

no fundo tudo parece comédia.

31.10.10

caetano de cara

ouvindo o estrangeiro...
senti a postura da arte frente a condição humana.
inquietação e loucura.
pura sabedoria.

o que é uma coisa bela

o ventre secou.
o baixo ventre molha.

(o amor é cego, stivie wonder é cégo... etcétera e tal.)

30.10.10

persuasão

leitor é gente escorregadia, obstinada e imprevisível.
o leitor de carne e osso pode pular um trecho inteiro ou dar mais importância a uma palavra ou detalhe do que o escritor propos com suas estratégias.

como seguir sociedade afora

a linguagem muda...
muda a linguagem.

quando a gente tá

lá...lá...lá...lá...lá...lá...
lá...lá...lá...lá...lá...lá...
lá...lá...lá...lá...lá...lá...
lá...lá...lá...lá...lá...lá...

lá...lá...lá...lá...lá...lá...
lá...lá...lá...lá...lá...lá...
lá...lá...lá...lá...lá...lá...
lá...lá...lá...lá...lá...lá...

cada um dá seu próprio rítmo.



28.10.10

pedido

passaram o dia se casando.

26.10.10

com muito prazer



seduzir como uma missão.
me apraz.

ação

prazer de praticar o discurso.

meu coração não se cansa de ter esperança

" devemos resistir ao que afasta, ao que desintegra, ao que afasta, sabendo que a separação, a desintegração e o afastamento ganharão a partida...
sorrir, rir, gracejar, brincar, acariciar, abraçar é também resistir.
resistir, resistir em primeiro lugar a nós mesmos, à nossa indiferença e à nossa desatenção, ao nosso enfado e ao nosso desencorajamento, as nossas pulsões vís e obsessões mesquinhas.
resistir por/para/com amizade, caridade, piedade, compaixão, ternura, bondade.
...........................................................................................................................................................
o prosseguimento do esforço cósmico desesperado que, no humano, toma forma de uma resistência à crueldade do mundo, á a isso que chamarei esperança".

meus dêmônios e os dele



horizonte

firmamento do pensamento.



23.10.10

heineken

minha cerveja favorita fala muito de mim.
minha cerveja favorita fala muito do amor.
cor, simbolismo e tradição.
minha cerveja favorita é lager.
em cada rótulo um toque sobre a importância
da paixão. do nome. da distinção( ela já ganhou medalhas). da importância dos ingredientes. e dos cinco elementos.
amo essa cerveja.



raio

que cai sobre mim todas as graças do extase.
( não precisa cair de uma vez!)


devaneios da linguagem

a palavra pode significar o que se quizer.
a interpretação da palavra pode ser a que se quizer.
a boa linguagem é aberta
polissêmica
polifômica
e preferêncialmente poliglota.





sobre o amor dos outros

existe o mais que o outro?
ou são todos diferentes?
lugares, pessoas, acontecimentos, importâncias...
existe uma hierarquia totalitária no existir?
perguntas e respostas paradoxas.

do abraço mais longo e doce que dura até hoje

saudade.

fonte

a mina da alegria é menor que a da tristeza.
de onde escolher água?

"eu sou voce-voce sou eu"

20.10.10

não quero nada disso

teu, teu...
é tudo teu.
(eximissão de responsabilidade)
meu, meu...
é tudo meu.
(delírio de onipotencia)
nosso, nosso...
(sabedoria do amor)

19.10.10

a louca

ela se olhava e implodia pela dúvida.
grandeza ou loucura?
todo louco delira.

delirava. tudo fazia sentido.
é muito forte saber que se é impar mesmo em pares.
é muito forte ser  saudável e assumir o ser fêmea.
é forte.

naqueles momentos de dúvida, chegava a pensar-se como um dique de percepções muito fortes.
dava um aperto no juízo.
dava um aperto no peito.
ria, cuidava e se divertia.

adão e eva

ela se apartou até do homem perfeito.
que perfeição, mulher é inteligente desde o princípio!

instinto

a leoa se alimenta do apetite da prole, com prazer por ter-lhes alimentado.

18.10.10

ponto de mutação

sempre o contínuo da mudança.
meu destino sabe mais de mim do que eu mesmo.


"como um mutante... no fundo sempre sozinho. seguindo o meu caminho. ai de mim que sou romantico..." 

16.10.10

deidade

W.O. emocional.
foram as palavras da deusa.

15.10.10

conhecimento

a palavra
forja
a sabedoria.

11.10.10

o amor de uma mulher

a menina mulher cresce em cada tombo.
novas estratégias lhe tiram dos padrões que se repetem.
a menina mulher da pele preta do sorriso branco e dos olhos castanhos é maliciosa.
a menina mulher ama.

9.10.10

teu gosto

te lembrar é um banquete.

a grande mãe

tudo querido era que alguém lhe tomasse de conta.

tudo querido agora é tomar conta de alguém.

potência

tudo que sinto me dignifica.
 seja dor ou prazer, me fortalece.
sou mais gente quando sinto.

5.10.10

atração

quem olha para fora, sonha;
quem olha para dentro, acorda.

4.10.10

tempero

vezes é bom ficar na vontade...
curte a carne.
molha a relva.
transborda a fonte.
tempera o desejo.
fortalece a sabedoria.
vezes menos é mais...


1.10.10

comentários

descobriu um lugar que só mostrava os comentários.
deliciou-se lendo e imaginando as pessoas por dentre as palavras.
devo comentar que tenho saudades dos comentários das pessoas.
devo confessar no comentário.

a vida se transformara no teatro da expressão.
como se sente é pouco.
o que faz sentir?
isso sim!

como era banal isso, da comunicação
quem diz prá si mesmo,
tá dizendo pro mundo.
quem diz só para o outro,
não se ouve.

vale a falta de palavras.
vale a sobra de ausências.
 vale a solidão companheira.
sempre com muito prazer.

documento

hoje ela contou novamente mais uma de suas trajetórias.
hoje ela disse com outras cores.

na faxina matinal encontrou seu primeiro memorial,
escrito ainda no final do curso.
o segundo releu-o hoje também.
já este cá, com um outro enfoque.

em conceição ela se via possível.

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as definições, as conceituações, me entram, como se diz, por um ouvido e saem pelo outro... sou.