...foi na beira do mar,
na beira do mar...
aprendi a jogar
capoeira de angola,
na beira do mar...
domingo
lindo,
dia
vadio
cheio de graça
e alegria.
pessoas gingando
na roda da vida.
"eu quero
que todo sentimento...
de todas pessoas
do mundo
me perfure
para que eu possa
sentir cada um"...
sentir é música...
31.5.09
29.5.09
aleruada

ou uma tormenta
restava pouco da menina
ingênua e deslumbrada.
cresci
de dentro
para fora.
sua chuva de gelo
quebrou a dormência.
você me atissa...
eu, broto intensa.
só sabe da entrega,
quem dá
sua cara à tapa.
... hoje, recebi de presente, a crítica mais consistente, crua e amorosa dos últimos 38 anos... hesiste um hiato entre quem somos e a representação de quem somos...
quem pode com o pote,não segura na rudilha...
27.5.09
mulher
desenvolvo dons adivinhatórios,
decifro sinais,
aconselho,
zelo pela integridade
da comunidade
semeio, colho...
moldo e pinto,
cuido dos animais,
recolho água,
cozinho,
fio e teço,
lavo roupa,
limpo a casa,
recolho frutos,
cuido das crianças,
mimo meu homem.
decifro sinais,
aconselho,
zelo pela integridade
da comunidade
semeio, colho...
moldo e pinto,
cuido dos animais,
recolho água,
cozinho,
fio e teço,
lavo roupa,
limpo a casa,
recolho frutos,
cuido das crianças,
mimo meu homem.
entre o céu e a terra
transito
mediando realidades essenciais.
transito
mediando realidades essenciais.
pensando alto
produzindo o tal documento do concurso
pensei: posso até não passar...
mas o fato de estar elaborando meus conhecimentos, concepções e ações
articuladas à minha trajetória de vida e profissional,
de uma forma mais consistente
no sentido de entender meu processo de construir conhecimentos
acerca do momento histórico, social, político e pessoal no qual estou inserida.
difícil explicar, posto ser uma idiotice...
estar de dentro do vivido, vivendo.
tenho uma sensação de plenitude factral e volátil ,
mesmo assim registro sem medo
o prazer da oportunidade
de pensar alto sobre minhas potencialidades.
pensei: posso até não passar...
mas o fato de estar elaborando meus conhecimentos, concepções e ações
articuladas à minha trajetória de vida e profissional,
de uma forma mais consistente
no sentido de entender meu processo de construir conhecimentos
acerca do momento histórico, social, político e pessoal no qual estou inserida.
difícil explicar, posto ser uma idiotice...
estar de dentro do vivido, vivendo.
tenho uma sensação de plenitude factral e volátil ,
mesmo assim registro sem medo
o prazer da oportunidade
de pensar alto sobre minhas potencialidades.
26.5.09
instinto

De mim
tens o mais puro
instinto carnal.
Sublime, orgônico
Algo em mim é tocado.
Me sinto inspirada
viva e pulsante.
Tenho prazer em saber de sua existência,
me agrada sentir essa conexão.
Pessoas como você...
de algum modo sutil e indireto
reverberam em mim...
Ecoam por ai...
Se misturam em outras pessoas,
formando uma energia
mais bonita nesse planeta.
tens o mais puro
instinto carnal.
Sublime, orgônico
Algo em mim é tocado.
Me sinto inspirada
viva e pulsante.
Tenho prazer em saber de sua existência,
me agrada sentir essa conexão.
Pessoas como você...
de algum modo sutil e indireto
reverberam em mim...
Ecoam por ai...
Se misturam em outras pessoas,
formando uma energia
mais bonita nesse planeta.
25.5.09
deusa gata
23.5.09
desabafo
ou o que é sentido...
meu celular descarregou... minha energia não.
tudo continua remexendo por dentro...
nada de maremoto...
ondas sequenciais que dropo.
sinto sua voz forte-suave
isso me dá calma
me emociona
só não quero o tal desperdício do "ego"
busco sem procurar
a reciprocidade
que não se pede, que não se mede e que não se repete...
viu quanta negação?
precisamos de afirmações sentidas
você é prá mim um amor
desse meu jeito
que penso ser um tipo de defesa...
se for, prefiro continuar assim
como me reconheço,
na fantasia, criativa imaginação
sonho, crio, escrevo...
pode ser insuficiente,
mas hoje é tudo...
até chegar o dia que,
sem perceber ou pensar
estaremos fazendo manobras nas ondas sequenciais...
p.s. em verdade nem quero te ter, posto que já tenho.
nem te tocar desejo, posto que já toquei em sonho...
apenas sinto que posso com você experimentar algo novo...
mais que amar.
meu celular descarregou... minha energia não.
tudo continua remexendo por dentro...
nada de maremoto...
ondas sequenciais que dropo.
sinto sua voz forte-suave
isso me dá calma
me emociona
só não quero o tal desperdício do "ego"
busco sem procurar
a reciprocidade
que não se pede, que não se mede e que não se repete...
viu quanta negação?
precisamos de afirmações sentidas
você é prá mim um amor
desse meu jeito
que penso ser um tipo de defesa...
se for, prefiro continuar assim
como me reconheço,
na fantasia, criativa imaginação
sonho, crio, escrevo...
pode ser insuficiente,
mas hoje é tudo...
até chegar o dia que,
sem perceber ou pensar
estaremos fazendo manobras nas ondas sequenciais...
p.s. em verdade nem quero te ter, posto que já tenho.
nem te tocar desejo, posto que já toquei em sonho...
apenas sinto que posso com você experimentar algo novo...
mais que amar.
22.5.09
azulejo
a chuva me alcança
da sua janela
vejo o mar e a nebulosidade
da mistura
entender o movimento
sentir a lição da espera,
o rítmo
escolher planos
deslocar o espaço
tudo tem sensação de vertigem
no precipício me atiro.
da sua janela
vejo o mar e a nebulosidade
da mistura
entender o movimento
sentir a lição da espera,
o rítmo
escolher planos
deslocar o espaço
tudo tem sensação de vertigem
no precipício me atiro.
espelho
através de voce
crio um "romance"
a paisagem, um lugarejo
sem tempo nem lugar
sua janela
nossa casa
um circo no quintal
as dunas como jardim...
nesse tempo
meio "minas"
esse é o clima.
crio um "romance"
a paisagem, um lugarejo
sem tempo nem lugar
sua janela
nossa casa
um circo no quintal
as dunas como jardim...
nesse tempo
meio "minas"
esse é o clima.
21.5.09
zangado
fórmula mágica
como fazer dessa emoção
um caminho de transformação?
como não se deixar levar pelo embaço das lágrimas?
ouvindo racionais sinto o drama
"um rosto na multidão...
família brasileira, dois contra o mundo..."
são muitas palavras que falam da experiência,
que dizem o indizível
salve, salve...
o som, a palvra, o verso
um caminho de transformação?
como não se deixar levar pelo embaço das lágrimas?
ouvindo racionais sinto o drama
"um rosto na multidão...
família brasileira, dois contra o mundo..."
são muitas palavras que falam da experiência,
que dizem o indizível
salve, salve...
o som, a palvra, o verso
20.5.09
falta
sinto falta de teus olhos
queria teu sorriso na minha boca
pena o desejo não ter rumo
e vagar por outras paragens
se essa rua fosse minha
nela faria garagem
queria teu sorriso na minha boca
pena o desejo não ter rumo
e vagar por outras paragens
se essa rua fosse minha
nela faria garagem
em mim
ou a visão de mim por uma amiga
“A FURIA DA BELEZA”
Elisa Lucinda
Estupidamente bela
a beleza dessa Maria-sem-vergonha rosa
soca meu peito esta manhã!
Estupendamente funda,
a beleza, quando é linda demais,
dá uma imagem feita só de sensações,
de modo que, apesar de não se ter a consciência deste todo,
naquele instante não nos falta nada.
É um pá. Um tapa. Um golpe.
Um bote que nos paralisa, organiza,
dispersa, conecta e completa!
Estonteantemente linda
a beleza doeu profundo no peito essa manhã.
Doeu tanto que eu dei de chorar,
por causa de uma flor comum e misteriosa do caminho.
Uma delicada flor ordinária,
brotada da trivialidade do mato,
nascida do varejo da natureza,
me deu espanto!
Me tirou a roupa, o rumo, o prumo
e me pôs a mesa...
é a porrada da beleza!
Eu dei de chorar de alegria funda,
quase tristeza.
Acontece às vezes e não avisa.
A coisa acontece e abre um portal.
É uma dobradura do real, uma dimensão dele,
uma mágica a queima-roupa sem truque nenhum.
Porque é real.
Doeu a flor em mim tanto e com tanta força
que eu dei de soluçar!
O explendor do que vi era pancada,
era baque e era bonito demais!
Penso, às vezes, que vivo para esse momento
indefinível, sagrado, material, cósmico,
quase molecular.
Posto que é mistério.
Descrevê-lo exato perambula ermo
Dentro da palavra impronunciável.
Sei que é dessa flechada de luz
que nasce o acontecimento poético.
Poesia é quando a iluminação zureta,
bela e furiosa desse espanto
se transforma em palavra!
A florzinha distraída
existindo singela na rua paralelepípeda esta manhã,
doeu profundo como se passasse do ponto.
Como aquele ponto do gozo,
como aquele ápice do prazer
que agente pensa que vai até morre!
Como aquele máximo indivisível,
que, de tão bom, é bom de doer,
aquele momento que agente pede pára
querendo e não mais podendo mais querer,
porque mais do que aquilo
não se agüenta mais,
sabe como é?
Violenta, às vezes, de tão bela, a beleza é!”
“A FURIA DA BELEZA”
Elisa Lucinda
Estupidamente bela
a beleza dessa Maria-sem-vergonha rosa
soca meu peito esta manhã!
Estupendamente funda,
a beleza, quando é linda demais,
dá uma imagem feita só de sensações,
de modo que, apesar de não se ter a consciência deste todo,
naquele instante não nos falta nada.
É um pá. Um tapa. Um golpe.
Um bote que nos paralisa, organiza,
dispersa, conecta e completa!
Estonteantemente linda
a beleza doeu profundo no peito essa manhã.
Doeu tanto que eu dei de chorar,
por causa de uma flor comum e misteriosa do caminho.
Uma delicada flor ordinária,
brotada da trivialidade do mato,
nascida do varejo da natureza,
me deu espanto!
Me tirou a roupa, o rumo, o prumo
e me pôs a mesa...
é a porrada da beleza!
Eu dei de chorar de alegria funda,
quase tristeza.
Acontece às vezes e não avisa.
A coisa acontece e abre um portal.
É uma dobradura do real, uma dimensão dele,
uma mágica a queima-roupa sem truque nenhum.
Porque é real.
Doeu a flor em mim tanto e com tanta força
que eu dei de soluçar!
O explendor do que vi era pancada,
era baque e era bonito demais!
Penso, às vezes, que vivo para esse momento
indefinível, sagrado, material, cósmico,
quase molecular.
Posto que é mistério.
Descrevê-lo exato perambula ermo
Dentro da palavra impronunciável.
Sei que é dessa flechada de luz
que nasce o acontecimento poético.
Poesia é quando a iluminação zureta,
bela e furiosa desse espanto
se transforma em palavra!
A florzinha distraída
existindo singela na rua paralelepípeda esta manhã,
doeu profundo como se passasse do ponto.
Como aquele ponto do gozo,
como aquele ápice do prazer
que agente pensa que vai até morre!
Como aquele máximo indivisível,
que, de tão bom, é bom de doer,
aquele momento que agente pede pára
querendo e não mais podendo mais querer,
porque mais do que aquilo
não se agüenta mais,
sabe como é?
Violenta, às vezes, de tão bela, a beleza é!”
18.5.09
frágil
nomes
queria escrever das palavras
queria saramargar
anos luz de solidão,
crônica de uma vida anunciada
encontros...
todos eles reunidos...
machado, drummond, fontela
hesse, gaiman, antunes, leminski...
bantock, medeiros, araújo, ulhoa,
canclini, kundera, herbert, freire, reich...
barbosa, poe, claval, chaui, jung, campbell...
queria escrever da poesia de
todos os nomes que me povoam...
queria saramargar
anos luz de solidão,
crônica de uma vida anunciada
encontros...
todos eles reunidos...
machado, drummond, fontela
hesse, gaiman, antunes, leminski...
bantock, medeiros, araújo, ulhoa,
canclini, kundera, herbert, freire, reich...
barbosa, poe, claval, chaui, jung, campbell...
queria escrever da poesia de
todos os nomes que me povoam...
movimento
os olhos dos outros
levitam sobre mim
estão aqui e se foram
o inesgotável movimento,
ordenamento do chamado real
fomos longe demais
sem nunca sairmos daqui
vai... sai de mim
saudade do que não sei
memória do inexistente
os olhos dos outros
levitam sobre voce...
se foram e continuam ai
ordenamento inesgotável
do movimento chamado real
nunca saimos de lá
e fomos longe demais
vem...fica em mim
saudade do que existe
memória do que sei
levitam sobre mim
estão aqui e se foram
o inesgotável movimento,
ordenamento do chamado real
fomos longe demais
sem nunca sairmos daqui
vai... sai de mim
saudade do que não sei
memória do inexistente
os olhos dos outros
levitam sobre voce...
se foram e continuam ai
ordenamento inesgotável
do movimento chamado real
nunca saimos de lá
e fomos longe demais
vem...fica em mim
saudade do que existe
memória do que sei
14.5.09
vermelho
12.5.09
depoimento
menino de meus olhos, preciso dizer da bandeira que vejo...
pode até ser delírio... um a mais que importa, sou intensa e preciso...
nossos filmes são diferentes... nem por isso ignore os enredos...
amamos o cinema da vida... isso de certa maneira, nos torna cumplices...
não tema e nem dê corda à seu narcisismo pelo avesso
continue quieto se assim satisfaz...
não é qualquer ausência de gesto que alimenta meu desejo...
o alimento vem de mim...
que vejo a prosa vertida em palavras sentidas,
virando verso,poesia sem rima, palavra narcisa
que me reflete em você
pode até ser delírio... um a mais que importa, sou intensa e preciso...
nossos filmes são diferentes... nem por isso ignore os enredos...
amamos o cinema da vida... isso de certa maneira, nos torna cumplices...
não tema e nem dê corda à seu narcisismo pelo avesso
como se você não gostasse de se ver refletido
existe empatia...continue quieto se assim satisfaz...
não é qualquer ausência de gesto que alimenta meu desejo...
o alimento vem de mim...
que vejo a prosa vertida em palavras sentidas,
virando verso,poesia sem rima, palavra narcisa
que me reflete em você
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